Saúde
26 casos de varíola dos macacos estão em investigação em Alagoas; 19 já foram confirmados
Homens são 89% dos casos positivos para a doença em Alagoas e mulheres, apenas 11%
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) registrou até esta quinta-feira (17) 454 casos suspeitos de varíola dos macacos em Alagoas. No total, o estado já confirmou 19 casos da doença. Desse número, 5 deles são casos prováveis, 60 tiveram perda de seguimento, 340 foram descartados e 26 estão em investigação.
A capital alagoana é a que possui a maior quantidade de casos notificados, com 262. Em seguida, os municípios que mais possuem notificações de casos suspeitos são Arapiraca com 31 e Delmiro Gouveia com 20. Foram excluídos quatro casos por não atenderem a definição proposta pelo Ministério da Saúde nos municípios de Arapiraca, Pindoba, Maragogi e Viçosa.
De acordo com a Sesau, os casos com perda de seguimento são casos em que foi realizada a coleta de sangue para análise laboratorial, mas as amostras estavam inviáveis, ou seja, não atendiam as exigências para processar em laboratório.
Quanto ao perfil dos casos confirmados, o sexo masculino corresponde a 89% dos casos. A faixa etária predominante é de 20 a 29 anos com 47,4% (nove casos) e de 30 a 39 anos, ambas com 31,6% (seis infectados).
Os principais sinais e sintomas registrados entre os casos confirmados foram erupções cutâneas, febre e cefaleia.
Os municípios alagoanos que possuem casos suspeitos em investigação são: Maceió (15), Rio Largo (1), Viçosa (2), São Miguel dos Campos (1), São Miguel dos Milagres (1), Olivença (1), Feira Grande (1), Batalha (1), Pilar (1), Branquinha (1) e Piaçabuçu (1).
Ainda segundo o relatório, sobre distribuição de casos notificados, 214 (47,1%) são do sexo feminino e 240 (52,9%) do sexo masculino.
A faixa etária com maior número de casos notificados é a de 20 a 29 anos, com 119 casos (26,2%), seguida de 15 a 19 anos com 73 casos (16,1%).
Os casos classificados como suspeitos permanecem sob monitoramento das vigilâncias epidemiológicas dos municípios de origem. Conforme informações atualizadas pelas Secretarias Municipais de Saúde (SMSs), eles estão em isolamento domiciliar, sem evolução negativa do estado de saúde, e após cumprirem o período de isolamento preconizado, serão liberados.
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