Saúde

24 de novembro de 2021 17:02

Para desafogar o HGE, secretário anuncia que hospital só receberá casos de emergência

Casos de urgência, antes atendidos pela porta azul, devem ser levados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)

↑ Alexandre Ayres anunciou nesta quarta (24) mudanças no fluxo de atendimento do HGE (Foto: Carla Cleto / Ascom Sesau/AL)

Como medida para desafogar o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, anunciou, nesta quarta-feira (24), que a unidade só receberá casos de emergência. Os casos de urgência, antes atendidos pela porta azul, devem ser levados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A medida entra em vigor a partir desta quinta-feira (26).

“A gente tem trabalhado duro para melhorar o atendimento do Hospital Geral do Estado aqui na capital. Vocês tem acompanhado, nós já entregamos seis UPAs durante o governo Renan Filho aqui na capital e já entregamos três hospitais no interior. Hospitais porta aberta que têm atendido a população e evitado que esses pacientes do interior venham para capital. Agora é chegado o momento da gente direcionar o atendimento dos pacientes de urgência, pacientes que são atendidos na porta azul do HGE, e que podem, tranquilamente, ser atendidos nas UPAs. Com isso, a gente vai destinar o atendimento do HGE para atendimentos de emergência. Isso vai, sem dúvida nenhuma, desafogar o hospital e a gente vai viver melhores momentos na saúde pública aqui em Alagoas”, explicou Alexandre Ayres.

Entende-se como caso de emergência o paciente que precisa de assistência médica imediata, pois a situação implica em um risco grande de morte. Exemplos de situações que necessitam de atendimento emergencial são: corte profundo, acidente de origem elétrica, picada ou mordida de animais peçonhentos, hemorragia [forte sangramento], infarto do miocárdio [dor forte no peito], dificuldade respiratória, intoxicação por alimento ou medicamento, sangue no vômito, urina, fezes ou tosse, grave reação alérgica, febre alta permanente, convulsões, dores intensas no peito, abdômen, cabeça e outros, agressões físicas e acidentes de carro, moto, atropelamento e quedas e outros.

Já os casos entendidos como de urgência são aqueles em que o paciente não apresenta risco de morte, mas que pode evoluir para complicações mais graves, sendo necessário o encaminhamento para o plantão hospitalar. Exemplos de casos de urgência são fraturas, luxações, torções, asma brônquica em crise, transtornos psiquiátricos, dor abdominal de moderada intensidade, retenção urinária em pacientes idosos, febre maior que 38 graus há pelo menos 48 horas, mais de um episódio de vômito em até 12 horas e outros.

Fonte: Ascom Sesau/AL / Texto: Suely Melo

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