Política

Moradores de condomíno no Petrópolis entram para a corrente do ‘Bora Virar’

Por Valdirene Leão - repórter / Tribuna Hoje 23/10/2026 13h28 - Atualizado em 23/10/2026 13h46
Moradores de condomíno no Petrópolis entram para a corrente do ‘Bora Virar’
Manifestantes levantaram a bandeira do Lula 13 e distribuíram água, suco, café, saduíche, além de adesivos do candidato para as pessoas que passavam pelo local, ao se deslocarem para o trabalho - Foto: Divulgação

Os moradores de um condomínio na parte alta da cidade fizeram um ato a favor da democracia e contra o bolsonarismo na manhã desta sexta-feira (23), na Avenida Durval de Góes Monteiro, no bairro Petrópolis, em Maceió. A manifestação faz parte da iniciativa “Bora Virar”, que tem mobilizado o Brasil inteiro numa corrente para ampliar o diálogo com a população, conquistar novos votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e incentivar a participação no segundo turno das eleições para presidente, que acontece no próximo domingo (25).

Uma ampla gama de setores da sociedade civil, pessoas de esquerda, direita e neoliberais entenderam que o momento é de união. Por isso, os manifestantes alinhados com pensamentos progressistas, aceitaram o desafio do Partido dos Trabalhadores (PT) para reeleger Lula presidente.

Os manifestantes montaram uma mesinha, levantaram a bandeira do Lula 13 e distribuíram água, suco, café, saduíche, além de adesivos do candidato para as pessoas que passavam pelo local, ao se deslocarem para o trabalho.

Diversos businaços de condutores sinalizavam positivo para o candidato Lula. Um deles parou o carro, abriu o porta-malas e ligou o som com hinos que entoavam músicas da campanha, como “Olê Olê Olê Olá Lula”.

“Nosso ato visa alertar a população sobre a importância da democracia e soberania do nosso país. Hoje a luta não é mais entre esquerda e direita, mas para manter a democracia e nossos direitos. Um momento delicado como esse não existe divisão ideológica. Por isso, estamos unidos contra uma extrema direita que coaduna com ideias e práticas do fascismo e outros irmos”, avalia a moradora Luciane Marisco, que é geógrafa e professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Uma outra moradora, a pedagoga Nelma Soares Gadêlha, destacou que esta não é uma eleição comum. “Não é só entre duas pessoas ou entre dois partidos. É entre duas propostas absolutamente opostas. Uma representa, no mínimo a continuidade de direitos. A outra, fala abertamente que vai mudar tudo, a começar pela Constituição, passando pelo corte ou restrição de vários direitos. Além disso tem o culto à violência, à eliminação do que pensa diferente e a corrupção desmedida e escancarada. Diante disso, a pessoa não precisar ser petista ou gostar do Lula para escolher o lado. Basta ser sensato”, reforça.

A médica cardiologista Anabel Leão entrou para a corrente preocupada com os riscos que a extrema direita representa para o Brasil. “Por isso abraçamos a causa. Nós não esquecemos a má gestão do governo Bolsonaro durante a pandemia [do novo coronavírus]. Então, nosso objetivo é esclarecer as pessoas sobre o que é democracia e os riscos que corremos se nós perdê-la. Nossa luta é sobre distribuição de renda, particularmente pensando nos mais frágeis”.

Preocupada com os resultados do primeiro turno, a moradora Teresa Lisieux lembrou do governo de Fernando Collor. “Nós abemos que o candidato do outro partido tem projeto alinhado com as ideias ‘brilhantes’ do ex-presidente para a economia.”

Outra preocupação levantada pelos manifestantes foi a de que em, um eventual governo de Flávio Bolsonaro, a economia do Brasil poderá caminha para um cenário de recessão como o que vive hoje a argentina.

“O ‘modelo’ no qual se inspira abertamente Flávio Bolsonaro é o do Milei da Argentina e isso é muito preocupante”, alertou o morador e funcionário público Marcondes Gadelha.

Quando assumiu em 10 de dezembro de 2023, após derrotar o peronista Sergio Massa no segundo turno, Javier Milei entrou no governo com dois compromissos centrais: controlar a inflação e zerar o déficit público. Para isso, aplicou cortes drásticos no gasto estatal, paralisou obras, congelou salários e aposentadorias e reduziu subsídios. A austeridade imposta pelo governo teve um custo alto para os argentino, com perda de renda real da classe média, retração do consumo, fechamento de pequenos negócios e forte migração para o emprego informal.

A campanha de mobilização sob slogan “Bora Virar”, convocada pelo PT e por aqueles que apoiam a reeleição de Lula e a democracia, visa fortalecer o diálogo com a população em torno das propostas defendidas pela campanha, como o Farmácia Popular, Escala 5×2, Minha Casa, Minha Vida, Pé-de-Meia, Desenrola, Tarifa Zero, entre tantas pautas para melhorar a vida do povo brasileiro.

A corrente já tem dados frutos. Nesta sexta-feira 23), nesta reta final do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que terminou o primeiro turno em segundo lugar, aparece na à frente do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De acordo com a mostra, Lula tem 50,6% dos votos válidos, e Flávio, 49,4%. A diferença está dentro da margem de erro, de 2,15 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Veja a manifestação nos vídeos abaixo: