Política

ALE aprova projeto que prevê transferência de servidoras vítimas de violência doméstica

Proposta do deputado Fernando Pereira busca permitir mudança de município para proteger funcionárias públicas estaduais sem prejuízo dos direitos profissionais

Por Thayanne Magalhães 21/10/2026 07h46
ALE aprova projeto que prevê transferência de servidoras vítimas de violência doméstica
ALE aprova projeto que prevê transferência de servidoras vítimas de violência doméstica - Foto: Ilustração

A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) aprovou, em primeiro turno, nesta terça-feira (20), um projeto de lei que autoriza a transferência de servidoras públicas estaduais vítimas de violência doméstica e familiar para outro município. A medida, de autoria do deputado Fernando Pereira (PP), busca oferecer uma alternativa para mulheres que precisam se afastar de seus agressores sem comprometer a continuidade da vida profissional.

A proposta é identificada como Projeto de Lei Ordinária nº 1.614/2025 e foi incluída entre as matérias votadas em primeiro turno na sessão plenária. A aprovação consta no registro oficial das atividades legislativas divulgado pela Assembleia.

O texto prevê a possibilidade de mudança de município para servidoras que comprovem estar em situação de violência doméstica ou familiar. A iniciativa procura conciliar a proteção da mulher com a preservação de seus direitos funcionais, permitindo que o afastamento do agressor não represente, por si só, uma penalização na carreira.

A proposta ainda precisa cumprir as etapas restantes de tramitação legislativa. A aprovação em primeiro turno, portanto, não significa que o projeto já esteja em vigor como lei.

Proteção e continuidade profissional


A transferência para outra localidade pode ser uma alternativa para mulheres que enfrentam ameaças ou agressões e precisam romper a proximidade com o autor da violência. No serviço público, porém, a mudança depende de regras administrativas e da compatibilidade entre o cargo ocupado e as funções disponíveis no destino.

A discussão também envolve a necessidade de preservar informações pessoais da vítima e evitar que procedimentos administrativos exponham sua localização ou dificultem o acesso a mecanismos de proteção.

O andamento do projeto pode ser acompanhado pelo sistema oficial de tramitação legislativa da Assembleia Legislativa de Alagoas.