Política
Arthur Lira e partidos esperam por JHC
Em convenção partidária, União Progressista, do deputado, oficializa nomes ao Senado, Assembleia e Câmara dos Deputados
Sem acordo com o PSDB do ex-prefeito de Maceió, JHC, a Federação União Progressista realizou a sua convenção eleitoral no último domingo (2), mas manteve muitas possibilidades em aberto. Falando abertamente sobre as dificuldades de fechar uma aliança, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Arthur Lira (PP), reafirmou que pode lançar nome do grupo.
“É imprescindível que a federação [União Progressista], junto com os partidos que se aliarão, tenhamos candidato a governador, se não houver definição por parte do PSDB em sentar à mesa e discutir os espaços da majoritária”, garantiu.
De acordo com Lira, a intenção é compor, mas depende do interesse do partido de JHC. “É lastimável que nós ainda, no dia 2 de agosto, não tenhamos um cenário claro em Alagoas, objetivo. Que o Progressistas, o União brasil, o Partido Liberal, penso que todas as conversas que estamos tendo, inclusive com a carta pública publicada pelo presidente Alfredo Gaspar [PL], com possibilidades do Republicanos, dependendo das conversas e outros partidos que vão aderir, nós estamos à disposição para somarmos na chapa do candidato do PSDB. A vontade depende dele”.
Com o diálogo aberto, Arthur Lira expôs qual o impasse. “O PSDB está conversando, só que o pleito do PSDB hoje a gente entende como inacessível. Uma vaga de governador e uma vaga de senador”. Cada um tem seus planos, segundo o deputado.
“Os partidos querem se sentir representados e o PSDB a gente pensa que pode ocupar a cadeira de governador, o Partido Liberal a gente pensa que pode ocupar uma cadeira de senador, o Republicanos deseja uma cadeira de senador, e o PP e o União Brasil deseja uma cadeira de senador. Então, é importante que esses espaços da majoritária sejam definidos proporcionalmente, ou de acordo com a capacidade política do ambiente. Agora, se o PSDB quiser ocupar a cadeira de governador e uma vaga de senado, vai ser muito difícil essa composição, eu já digo. E nós estaremos até o dia 5, prazo final das convenções conversando, dialogando de uma maneira razoável”.
Inegociável, a candidatura de Arthur Lira ao Senado foi o carro chefe do evento, junto com uma chapa de peso que foi lançada para a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa.
Já em relação à presidência da república, apesar de parecer inevitável o apoio a Flávio Bolsonaro (PL), Lira manteve a cautela. “Estamos esperando todas as posições da nacional, uma hora pode ser neutralidade, outra hora pode ser de apoiar um lado ou outro, e a partir daí nós iremos nos posicionar”.
Ele defendeu a postura diplomática como linha de atuação.
“A minha atuação, como sempre foi em Brasília, eu fui presidente da Câmara no presidente Bolsonaro [PL], nele votei em 2022. Foi presidente da Câmara com o presidente Lula [PT] tive um bom relacionamento. Eu acho que o caminho do meio sempre é o caminho que produz mais para a população, você tem que se desviar dos extremos. Alagoas sempre foi isso para mim, eu sempre fui isso para todo mundo. Tanto é que eu dialogava com um de manhã, dialogava com o outro a tarde, e se exigirem um posicionamento lógico que nós vamos fazer escolha eu não sou homem de ficar em cima do muro, mas eu tenho conversas a fazer, temos opções a discutir, os partidos estão conversando ainda nacionalmente, para que a gente possa ter um encaminhamento mais claro”.
BASES MANTIDAS
Questionado sobre algumas falas suas de que teriam sido interpretadas como uma liberação de bases no voto ao governo, ele refutou.
“Eu não liberei base alguma, em determinado momento de inaugurações de uma avenida em Arapiraca eu disse que não ia ficar parado esperando que as coisas acontecessem, eu ia continuar tocando minha vida, e que iria ajudar ao governador que se elegesse, mesmo que esse governador não seja o que eu vá votar. Mesmo que eu escolha um para votar e esse governador venha a não se eleger, eu como senador, se for da vontade da população alagoana, se a população de Alagoas acreditar, confiar, ver na nossa pré-candidatura uma oportunidade de desenvolvimento para o Estado, eu estarei cumprindo um papel importante em ajudar o estado, seja qual for o governador eleito”.
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