Política

MDB e PL lideram corrida pelas 54 vagas do Senado

Levantamento mostra a força dos partidos, as disputas mais abertas e a situação dos senadores que tentam renovar o mandato

Por Tribuna Independente - Editoria de Política* 03/08/2026 10h49
MDB e PL lideram corrida pelas 54 vagas do Senado
Liderança do MDB é sustentada por candidaturas competitivas, a exemplo de Alagoas, com Renan Calheiros - Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

A pouco mais de duas semanas do prazo final para o registro das candidaturas, MDB e PL aparecem à frente na corrida pelas 54 cadeiras do Senado em disputa neste ano. Levantamento do Congresso em Foco, com base nas pesquisas disponíveis mais recentes até esta quinta-feira (30), coloca candidatos das duas legendas em 21 das 54 posições de liderança mapeadas, considerando os dois maiores percentuais de cada Estado e do Distrito Federal.

O MDB lidera o ranking partidário, com 11 posições, seguido pelo PL, com dez. O PT tem sete; o PP, seis; PSB e União Brasil, quatro cada; e o Republicanos, três.

A conta considera os dois candidatos numericamente mais bem colocados no cenário principal de cada unidade da Federação. Os demais nomes alcançados pela margem de erro continuam na disputa e aparecem na relação completa que acompanha a reportagem, mas não ampliam o universo de 54 posições usado no ranking partidário.

O resultado não representa uma projeção de cadeiras. As pesquisas foram realizadas por institutos, métodos e períodos diferentes. Além disso, as convenções seguem até 5 de agosto, e os partidos terão até as 19h de 15 de agosto para pedir o registro das candidaturas. Até lá, nomes e alianças ainda podem mudar.

MDB ESPALHADO

A liderança do MDB é sustentada por candidaturas competitivas em diferentes regiões. O partido aparece numericamente à frente com nomes como Renan Calheiros, em Alagoas; Eduardo Braga, no Amazonas; Roseana Sarney, no Maranhão; Helder Barbalho, no Pará; Marcelo Castro, no Piauí; e Alvaro Dias, no Paraná.

A legenda também ocupa a segunda posição numérica em Mato Grosso, Paraíba, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins. Sua força está na presença pulverizada e em políticos conhecidos, muitos com longa trajetória no Senado ou nos governos estaduais.

O PL soma dez posições em oito unidades da Federação. Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni ocupam as duas primeiras colocações. Em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar estão no grupo da frente, ao lado de Nelsinho Trad. O partido também lidera com Fernando Máximo, em Rondônia, e Eduardo Gomes, no Tocantins.

Os dois partidos apresentam perfis distintos. O MDB se apoia principalmente em lideranças estaduais tradicionais, enquanto o PL concentra força em candidaturas associadas à direita e ao bolsonarismo, com possibilidade de conquistar as duas vagas em alguns Estados.

O PT aparece em terceiro, com sete posições. Seu melhor cenário está na Bahia, onde Rui Costa e Jaques Wagner ocupam os dois primeiros lugares com vantagem. A legenda também lidera em Minas Gerais, com Marília Campos, e integra o grupo da frente no Amapá, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

O PP soma seis posições. Dois de seus nomes mais bem colocados, Gladson Cameli e Antonio Denarium, porém, chegam ao período de registro sob questionamentos jurídicos. Gladson foi condenado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, e Denarium teve a inelegibilidade confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Ambos podem pedir registro, mas dependem de decisões que afastem ou suspendam os impedimentos para obter o deferimento das candidaturas.

FAVORITISMO?

Dos 54 senadores em fim de mandato, 34 sinalizam intenção de concorrer à reeleição, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Os atuais ocupantes das cadeiras contam com maior exposição, estrutura política, relações com prefeitos e acesso a emendas, mas as pesquisas mostram que essa vantagem não é uniforme.

Entre os senadores testados, Renan Calheiros, Eduardo Braga, Randolfe Rodrigues, Jaques Wagner, Cid Gomes, Leila Barros, Veneziano Vital do Rêgo, Humberto Costa, Marcelo Castro, Ciro Nogueira, Styvenson Valentim e Eduardo Gomes aparecem nas duas primeiras posições numéricas de seus Estados. Márcio Bittar também ocupa a segunda colocação no Acre.

Vanderlan Cardoso, Weverton Rocha, Carlos Viana, Nelsinho Trad, Carlos Portinho e Confúcio Moura estão tecnicamente empatados ou próximos da disputa pela segunda vaga. Em Sergipe, Rogério Carvalho e Alessandro Vieira permanecem no bloco competitivo, mas sem liderar.

Outros enfrentam situação mais difícil. Eudócia Caldas, Plínio Valério, Lucas Barreto, Angelo Coronel, Soraya Thronicke, Carlos Fávaro e Esperidião Amin aparecem, nos cenários considerados, fora das duas primeiras posições e sem empate técnico direto com os líderes. (Com agências*)