Política

Audiência pública na ALE vai debater morte de elefante-marinho Leôncio

Por Redação com Ascom ALE 09/04/2026 09h08 - Atualizado em 09/04/2026 09h20
Audiência pública na ALE vai debater morte de elefante-marinho Leôncio
Elefante-marinho Leôncio foi encontrado morto, na tarde do último dia 31 de março, no povoado de Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia - Foto: Cortesia

Uma audiência pública vai debater a morte do elefante-marinho Leôncio, registrada em Jequiá da Praia, no Litoral Sul de Alagoas. A audiência será realizada pela Comissão de Meio Ambiente e Proteção dos Animais, da Assembleia Legislativa (ALE), nesta quinta-feira (9), após a sessão ordinária.

A iniciativa é do deputado Delegado Leonam (União Brasil), presidente da comissão. O encontro pretende promover um debate institucional sobre o caso, que gerou comoção social, reunindo representantes de órgãos ambientais, especialistas e membros da sociedade civil.

Entre os principais pontos a serem discutidos estão a atuação dos órgãos responsáveis, os protocolos de monitoramento e resgate da fauna marinha, além da apuração de possíveis responsabilidades em casos de omissão. Também será abordada a necessidade de fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção da biodiversidade costeira.

Na justificativa, o parlamentar destacou que a morte do animal não deve ser tratada como um episódio isolado, mas como um alerta. Segundo ele, por se tratar de uma espécie rara na região, o caso reforça a urgência de aprimorar a capacidade de resposta das instituições diante de situações que envolvem animais silvestres em condição de vulnerabilidade.

O CASO

Leôncio foi encontrado morto, na tarde do último dia 31 de março, no povoado de Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia. O corpo do animal estava partido ao meio e com mutilações severas. O animal foi recolhido por técnicos do Biota e encaminhado à sede do instituto para investigar as causas da morte.

O laudo de necropsia, realizada pelo Instituto Biota de Conservação, revelou que a morte do animal não foi natural. Leôncio foi morto com golpes de objeto cortante quando ainda estava vivo. Diante disso, o iota apresentou uma denúncia formal ao Ministério Público Federal (MPF), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Instituto do Meio Ambiente (IMA). Agora o caso passa a ser tratado como um ato violento e criminoso. Na última segunda-feira (7), o MPF requisitou a instauração de inquérito policial para apurar o caso. 

O caso gerou comoção entre os alagoanos, que acompanharam a passagem do elefante-marinho pelo estado. Especialistas também destacaram a importância da participação da população, que contribuiu com informações e registros ao longo do período em que o animal esteve na região.

O litoral alagoano acompanhou com entusiasmo, desde o dia 11 de março, a presença do elefante-marinho apelidado de Leôncio, que se tornou atração nas praias da região e mobilizou equipes de monitoramento ambiental, como o IMA/AL e o Instituto Biota de Conservação.

Leôncio vinha sendo monitorado desde o início de março após aparecer em diferentes pontos do litoral alagoano. Enquanto esteve em Alagoas, o mamífero recebeu atenção especial das equipes responsáveis do Instituto Biota, que garantiram sua segurança e divulgaram orientações à população sobre os cuidados necessários com ele. A presença de Leôncio despertou curiosidade e carinho, tornando-se símbolo de conscientização ambiental.

As últimas imagens do animal com vida foram registradas no último 27 de março, justamente na mesma região onde o corpo foi encontrado. Desde então, equipes intensificaram as buscas, após o desaparecimento chamar a atenção de moradores e visitantes.