Política
George Santoro garante continuidade de obras no Ministério dos Transportes
Provável substituto de Renan Filho na pasta, ele faz destaques para leilões e projetos ferroviários
Indicado para assumir o Ministério dos Transportes, George Santoro, atual secretário-executivo do órgão do governo federal, afirmou em entrevista à Tribuna Independente que não haverá mudanças na condução da pasta após a saída de Renan Filho. Segundo ele, a equipe será mantida e o foco seguirá na execução do planejamento iniciado na atual gestão.
Santoro declarou que a prioridade é concluir obras em andamento e avançar com concessões. Um novo leilão rodoviário está previsto para a próxima semana, dentro de um ciclo de investimentos em infraestrutura viária.
Ele também citou a ampliação de projetos no setor ferroviário, com licitações e contratos em andamento. A proposta inclui aumento da capacidade de transporte de cargas e implantação de iniciativas voltadas ao transporte de passageiros.
Ao comentar a malha ferroviária, Santoro afirmou que o país teve maior volume de implantação de trilhos durante o período imperial do que na fase republicana. Segundo ele, a estrutura foi reduzida ao longo do tempo.
A atual estratégia, de acordo com o secretário, busca recuperar e modernizar a malha existente, além de viabilizar novos projetos. Ele citou iniciativas como veículos leves sobre trilhos em cidades do Nordeste.
BR-101
Durante agenda em São Miguel dos Campos, o secretário acompanhou a liberação de um trecho da duplicação da BR-101 nessa sexta-feira (27). A obra estava paralisada desde 2017 e foi retomada em 2023.
O novo segmento tem como objetivo retirar o tráfego de dentro da área urbana do município. Segundo Santoro, ainda há um trecho restante com previsão de entrega até o fim do ano.
O investimento na região soma cerca de R$ 90 milhões. A expectativa do ministério é concluir a duplicação da rodovia no trecho entre Sergipe e Alagoas até o final do ano.
EIXO LOGÍSTICO
Com cerca de 4.300 quilômetros, a BR-101 é apontada como um dos principais corredores logísticos do país. O ministério informou ainda que trechos ainda não duplicados estão em fase de projeto ou execução em outros estados.
Em Alagoas, os investimentos federais em obras de infraestrutura superam R$ 3 bilhões, segundo o secretário Santoro. “Entre as intervenções, está o arco metropolitano de Maceió, com impacto no tráfego de cargas e na circulação urbana”, frisou.
Santoro salientou que a proposta é reduzir o fluxo de caminhões dentro da capital e melhorar o escoamento da produção.
CONTEXTO POLÍTICO
Com a saída confirmada de Renan Filho para disputar o Governo de Alagoas no próximo ano, o atual secretário-executivo da pasta, George Santoro, consolidou-se como o nome mais forte para assumir o ministério. O movimento atende ao desejo do presidente Lula de manter a continuidade técnica e o ritmo de investimentos em infraestrutura.
Santoro, que foi secretário da Fazenda de Alagoas por oito anos durante a gestão de Renan Filho no estado, é visto como o “braço direito” do ministro e o principal articulador dos projetos que elevaram o orçamento e a execução de obras rodoviárias e ferroviárias no país.
A escolha de Santoro é estratégica para o Palácio do Planalto por três motivos principais: Embora seja um quadro técnico – auditor de carreira e especialista em finanças públicas -, Santoro possui trânsito livre em Brasília e é elogiado pelo mercado por sua capacidade de destravar concessões.
Como secretário-executivo, ele já comanda o dia a dia da pasta. Sua promoção evita a paralisia administrativa comum em trocas de ministros. E, por fim, sua nomeação garante que o espólio político das obras entregues em 2026 continue vinculado ao grupo de Renan Filho e ao governo Lula.
A transição deve ocorrer formalmente nos primeiros meses de 2026. Renan Filho retomará seu mandato no Senado para focar na pré-campanha ao Executivo alagoano, enquanto Santoro assume com a missão de entregar o pacote bilionário de infraestrutura planejado para o último ano da gestão federal. “Lula quer manter a equipe técnica que hoje toca o maior volume de investimentos em infraestrutura do país”, afirmou Renan Filho em entrevista recente, reforçando a aposta na “solução caseira”. *Com agências
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