Política
Fechamento da Braskem preocupa Sindipetro/AL
Empresa nega que estaria colocando suas fábricas no Brasil e nos Estados Unidos à venda; mineradora tem passivo ambiental bilionário
O fechamento da fábrica da Braskem no Pontal da Barra está preocupando os trabalhadores em indústrias química e petrolíferas de Alagoas. A empresa não confirma, mas também não nega essa possibilidade. Simplesmente não responde aos questionamentos da mídia.
Diante desse cenário, o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE) divulgou nota à imprensa, na quarta-feira (6/8), demostrando sua preocupação com a possiblidade do fechamento da fábrica da Braskem em Maceió.
O Sindicato esclarece que não recebeu nenhuma comunicação oficial da empresa sobre o fim das atividades relativas a essa unidade.
“Até o momento, o que se tem conhecimento é sobre a hibernação de determinados sistemas da planta industrial. Segundo a Braskem, essa decisão se deve à defasagem tecnológica dos processos utilizados, o fim de vida útil de alguns equipamentos e às condições consideradas insustentáveis do mercado, especialmente no que se refere ao custo de produção da soda cáustica”, afirmou, em nota, o Sindipetro.
No entanto, operários que prestam serviço para a Braskem alegam que o fechamento está relacionado ao sucateamento da planta do Pontal, além do fim de vida útil de alguns equipamentos e das condições consideradas insustentáveis do mercado, especialmente no que se refere ao custo de produção da soda cáustica.
Segundo a diretoria do Sindicato, o encerramento das atividades da fábrica do Pontal da Barra, além de fechar 1.500 postos de trabalho, a empresa deixará passivo ambiental bilionário.
Por isso, a diretoria do Sindipetro está preocupada com a preservação dos postos de trabalho, com a segurança dos operários e da comunidade do entorno da fábrica, em Maceió.
“Estamos acompanhando de perto toda movimentação da empresa. Entendemos que o atual cenário da Braskem é consequência direta do afundamento do solo em cinco bairros de Maceió, provocado pela extração de sal-gema. Por isso, a entidade segue atenta às ações da empresa para que seus trabalhadores e trabalhadoras não sejam penalizados”.
ESTADOS UNIDOS
Enquanto Braskem não assume e nem nega que esteja fechando sua fábrica em Maceió, a mídia nacional dá como certa o fechamento de algumas unidades da mineradora, no exterior.
Ontem, o jornalista Geraldo Samor, do portal Brazil Journal, disse que a Braskem está trabalhando com o Citi e Santander num processo de venda de sua operação nos Estados Unidos.
“Seriam as três fábricas de polipropileno no Texas, West Virginia e Filadélfia, com uma capacidade de produção de 2 milhões de toneladas por ano. Os ativos da empresa nos Estados Unidos valeriam mais de US$ 1 bilhão”, noticiou o jornalista.
Companhia estaria em processo de maximização de preço
Segundo o jornalista Geraldo Samor seria uma tentativa de desalavancar a empresa em meio a resultados declinantes e um ciclo petroquímico desfavorável e a companhia estaria em processo de maximização de preço com agilidade na venda, mirando principalmente players estratégicos com capacidade de funding.
O portal Bahia Econômica entrou em contato com a Braskem que negou a informação, afirmando: As plantas da Braskem nos EUA são parte integral da estratégia da companhia. A manutenção das plantas dos EUA é fundamental para a realização desta estratégia.
Neste momento, há grupos em negociação com a Braskem, a exemplo do empresário Nelson Tanure por meio do fundo Petroquímica Verde que, inclusive, teve aprovada sua intenção no Cade, não fazendo sentido a empresa fatiar seus ativos.
ÍNTEGRA DA NOTA DO SINDIPETRO
“Diante das informações veiculadas pela imprensa sobre o possível fechamento da unidade da Braskem localizada no bairro do Pontal, em Maceió, o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE) esclarece que não recebeu nenhuma comunicação oficial da empresa sobre o fim das atividades relativas a essa unidade.
Até o momento, o que se tem conhecimento é sobre a hibernação de determinados sistemas da planta industrial.
Segundo a Braskem, essa decisão se deve à defasagem tecnológica dos processos utilizados, o fim de vida útil de alguns equipamentos e às condições consideradas insustentáveis do mercado, especialmente no que se refere ao custo de produção da soda cáustica.
O Sindipetro AL/SE ressalta sua preocupação com a preservação dos postos de trabalho, com a segurança dos trabalhadores (as) e da comunidade do entorno. Estamos acompanhando de perto toda movimentação da empresa. Entendemos que o atual cenário da Braskem é consequência direta do afundamento do solo em cinco bairros de Maceió, provocado pela extração de sal-gema. Por isso, a entidade segue atenta às ações da empresa para que os trabalhadores (as) não venham a ser penalizados.”
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