Política
Vereadores têm direito de fala suspenso na Câmara de Campo Alegre
G Correia (PP) e Edvânio Souza (PTB) são oposição na casa e procuraram o MP/AL

Dois vereadores foram impedidos de se pronunciar na tribuna durante a sessão desta quarta-feira (6), na Câmara Municipal de Campo Alegre. Segundo um deles, G Correia (PP), isso aconteceu para silenciar a oposição.
“A presidente da Câmara e os outros vereadores da bancada do prefeito estão tentando inibir a gente, eles nunca enfrentaram uma oposição como essa que estamos fazendo. Isso está incomodando”, ressalta o vereador.
Segundo ele, a oposição tem atuado em pautas como o piso dos agentes de endemias “que está desatualizado, já teve até manifestação há uns 20 dias”, o pagamento dos precatórios do FUNDEF, “que deveria ser repassado 60% para os professores, mas a prefeitura não destravou e não pagou”, e um tratamento mais digno para os servidores públicos. “Eu tenho solicitado o combate à perseguição com servidores públicos”.
Correia afirma que a suspensão foi justificada com os acontecimentos da sessão anterior, no dia 29 de novembro. “No uso das falas a presidenta foi parcial. Ela permitiu que os vereadores da bancada governista falassem por mais de dez minutos, na minha vez cortou o microfone imediatamente e tirou a Câmara. Foi radical demais comigo, e muito tolerante com os outros. Eu demonstrei a insatisfação da minha parte e a gente [oposição], questionei que ela precisa seguir o regimento, se atentar para o regimento. A gente só quer que seja imparcial”.
A presidente da casa, Jeane Nacimento (PP), teria dito que eles tumultuaram a sessão anterior e por isso suspendeu o direito de fala. Ele procurou o Ministério Público.
“Estou entrando com mandado de segurança para recompor esse tempo na próxima sessão. Tivemos uma conversa hoje à tarde com o promotor de justiça, Andresson Charles e fizemos a denúncia, pedimos que convoque ela e o procurador jurídico da Casa”.
Dos 15 vereadores da câmara de Campo Alegre, apenas 3 são de oposição. G Correia (PP), Edvânio Souza (PTB) e Sebastião Madeiro (MDB). Mas o embate mais intenso tem acontecido com os dois primeiros, inclusive o próprio autor da denúncia, que pertence ao mesmo partido que ela e o prefeito Nicolas Pereira (PP).
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