Política
Municípios devem decidir sobre uso de máscaras
Governo desobrigou a utilização das máscaras em ambientes abertos e gestões municipais devem deliberar sobre o tema

O governador Renan Filho (MDB) decidiu que em Alagoas não é mais obrigatório o uso de máscaras em ambientes abertos. Sobre o uso de máscaras em ambientes fechados, o governador informou que a decisão fica a critério das prefeituras. A informação foi passada durante uma coletiva de imprensa realizada ontem (15).
“Caso no município os casos estejam baixos e o gestor queira retirar a máscara, ele pode tomar essa decisão. É necessário que se avalie as condições sanitárias de cada cidade. O Estado orienta que seja mantida a obrigatoriedade, mas cabe ao município”, explicou o governador.
Renan disse que espera que a pandemia vire em endemia em breve. “Durante toda pandemia nós tomamos decisões baseadas em como está o cenário. Se houver uma mudança de cenário, nós falaremos com as pessoas. A decisão de liberar as máscaras foi discutida com os técnicos”.
O novo decreto foi publicado em edição suplementar do Diário Oficial do Estado. A lei estadual que tornou o uso de máscara obrigatório em Alagoas entrou em vigor em abril de 2021. A medida valia para locais públicos e privados, abertos e fechados.
Na última segunda (14), Maceió foi o primeiro município que deixou de exigir o uso obrigatório em locais abertos e fechados. Arapiraca foi a segunda cidade a tornar facultativo o uso de máscaras em locais fechados.
ALERTA DOS INFECTOLOGISTAS
Para a Sociedade Alagoana de Infectologia, ainda não é o momento de deixar de usar máscara, principalmente em ambientes fechados. “Nossa recomendação é que, principalmente nos locais fechados, e mais ainda aqueles indivíduos idosos, com comorbidade e imunossuprimidos não devem se abster do uso de máscaras”, orienta a presidente da entidade, Vânia Pires.
Os infectologistas também estão preocupados com a proximidade da quadra chuvosa, que começa no mês de abril. “Está chegando o inverno, nós sabemos que a gripe é sazonal e estamos esperando a temporada das doenças respiratórias, síndromes gripais, que podem ser confundidas com outras doenças e com a própria Covid”, explicou.
Na última sexta-feira (11), antes do governador anunciar a não obrigatoriedade, a infectologista Sarah Dominique explicou que a pandemia tem demonstrado queda dos casos registrados da doença, mas o país ainda não saiu do patamar de pandemia para endemia.
“Avalio como decisão de alto risco suspender o uso de máscara. A vacina reduz a transmissão, e considerando que a cobertura vacinal está inadequada já há possibilidade de uma nova onda de casos”, afirma.
A infectologista ressalta que ainda não existem indicadores que mostrem uma segurança na tomada dessa decisão. “A gente cria expectativa junto ao cansaço. Toda a sociedade está cansada do uso de máscaras, não se fala mais em medidas restritivas, mas a pandemia segue com riscos de termos outras ondas, não sabemos quantas, uma vez que a humanidade tem que observar a capacidade de acúmulo de mutações do vírus”, continua.
Sarah lembra que no final de 2020 os Estados Unidos acabaram com a obrigatoriedade da máscara e logo em 2021 veio uma nova onda da variante delta. “A gente sabe que há um movimento de pressão pela própria sociedade e algumas entidades, mas temos que lembrar o tempo todo que estamos vivendo uma pandemia”, concluiu.
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