Política
Parlamentares precisam fazer as contas na região Agreste
Deputados estaduais com base eleitoral em Arapiraca podem ter dificuldades para buscar a reeleição ao final deste ano
Os deputados federais e estaduais com bases na Região Agreste terão muitas dificuldades para a reeleição este ano. Nos bastidores, a sondagem para troca de siglas é intensa e a matemática para a conquista de votos requer muita paciência e cautela.
O mapa do voto deixa claro como será a queda de braço entre lideranças políticas na Região Agreste na corrida pela reeleição.
Em Arapiraca, por exemplo, os deputados estaduais Ricardo Nezinho, atualmente filiado ao MDB e com amplas possibilidades de filiar-se a um novo partido, e Breno Albuquerque, que recentemente deixou o PRTB para ingressar no MDB do governador Renan Filho, e o deputado estadual Tarcizo Freire, ainda no Partido Progressista (PP), disputam o voto na região.
Já o deputado federal Severino Pessoa, que deixou o Republicanos, e estuda filiar-se ao Podemos ou União Brasil (UB), segundo avaliação de analistas políticos, terá muitas dificuldades para obter novamente os 70 mil votos da eleição de 2018.
Para o advogado e analista político Pedro Gomes, o cenário mudou completamente em relação ao pleito de quatro anos atrás.
A eleição deste ano, segundo Gomes, será repleta de novidades, principalmente a disputa através de federações partidárias, o que deve alterar ainda mais o cenário que vimos em 2018.
A depender da situação partidária do deputado Severino Pessoa, isso irá interferir demais na repetição de sua votação ou não.
Pedro Gomes avalia, também, que devem ser consideradas outras figuras na disputa para 2022, principalmente na Região Agreste, a exemplo do empresário Daniel Barbosa, filho do prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (MDB).
“São personagens que chegam com arranjos diferentes do que nós tínhamos em 2018, em configurações mais robustas e condições específicas de disputa”, salienta.
No caso específico de Severino Pessoa, o advogado e analista político observa que o atual deputado federal deve enfrentar duas grandes dificuldades. Primeiro, porque em função da não existência das coligações, haverá mais candidatos e os votos serão mais pulverizados.
“Além disso, Severino Pessoa não tem mais o apoio da Prefeitura de Arapiraca ou de setores dela, como há quatro anos. Outro fator importante, que vai pesar bastante na eleição deste ano, é a questão Bolsonaro no caminho dos candidatos à reeleição. Fora os bolsonaristas-raiz, como é o caso do deputado estadual Cabo Bebeto, poucos vão querer vincular com mais força a sua imagem à do atual presidente, que atualmente tem alto índice de rejeição junto aos eleitores de Alagoas e da região Nordeste, segundo as mais recentes pesquisas de opinião pública”, acrescenta o analista em contato com a reportagem da Tribuna Independente.
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