Política

Ufal recorre à bancada federal para evitar corte de R$ 5 milhões

Reitor fala sobre dificuldades enfrentadas em 2021 e insegurança para 2022

Por Tribuna Independente 03/03/2022 10h05 - Atualizado em 03/03/2022 16h22
Ufal recorre à bancada federal para evitar corte de R$ 5 milhões
Ao TH Entrevista, Josealdo Tonholo diz que cortes no orçamento da Ufal impactam diretamente na qualidade acadêmica da instituição - Foto: Edilson Omena

O reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Josealdo Tonholo precisou recorrer mais uma vez a bancada federal para evitar um corte no orçamento da instituição. O valor seria uma ‘bagatela’ de uns R$ 5 milhões de acordo com a Proposta de Lei Orçamentaria Anual (PLOA), do Governo Federal. Como o ano de 2021 a situação já não foi boa, esse corte poderia piorar este ano.

“Fizemos esse apelo à bancada federal para atuar junto à Comissão Mista de Orçamento, no sentido de vetar os cortes impostos pela relatoria. E só tenho a agradecer aos deputados, toda bancada que atuou e conseguiu minimizar a situação’’, pontuou Tonholo.

Ao TH Entrevista, o reitor da Ufal disse que o pedido fosse para que, pelo menos, os valores destinados à Ufal cheguem ao que foi aprovado em 2019.
“Há um reconhecimento da importância da Universidade para o Estado de Alagoas, mas, infelizmente, isso não se reverte em orçamento ideal ou próximo do que seria necessário para manter a instituição em bom funcionamento. A sustentação financeira da Ufal tem sido um processo muito conturbado, particularmente nos últimos anos, face ao arrocho orçamentário. Em 2015, recebemos R$ 126,24 milhões de orçamento discricionário e, seis anos depois, em 2021, tivemos que amargar um orçamento aprovado no valor de R$ 70,74 milhões, ou seja, redução progressiva de aproximadamente 44%, de acordo com os dados obtidos no Portal Oficial do MEC [Ministério da Educação], Painel 360 Universidades”, lamentou Josealdo Tonholo.

De acordo com o reitor, a universidade está resistindo e prestando seus serviços a toda comunidade alagoana, uma vez que os trabalhos não são apenas dentro dos campus espalhados pelo estado, ultrapassa os muros da instituição. E descreve a situação atual da universidade.

“Os cortes impactam diretamente na qualidade acadêmica da instituição, pois representam redução considerável do número de bolsas de estudo [de pesquisa, de monitoria, de extensão e de assistência estudantil], desatualização de equipamentos didáticos e de pesquisa, além dos cortes realizados em serviços básicos como segurança, limpeza, entre outros como na própria estrutura física’’, explicou

Tonholo também lembrou que mesmo na pandemia a instituição não parou e colaborou de forma positiva no combate a Covid-19. “Não paramos, pelo contrário, o trabalho triplicou’’.

O reitor também antecipou que, se tudo correr dentro do planejado, as aulas presencias voltam na segunda quinzena de março. A entrevista na íntegra e como está à situação atual da Ufal você confere no Portal Tribuna no YouTube.