Política

Bolsonaro cogita demitir Guedes e ampliar presença de militares em reforma ministerial

Além do ministro da Economia, podem ser trocados por militares Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura)

Por Brasil 247 05/05/2020 08h48
Bolsonaro cogita demitir Guedes e ampliar presença de militares em reforma ministerial
Reprodução - Foto: Assessoria
O governo terá uma participação ainda mais acentuada de militares em cargos de segundo e terceiro escalões. É a forma que Bolsonaro encontrou para compensar o ingresso de políticos indicados por partidos direitistas e fisiológicos do chamado centrão. Os estrategistas do Palácio do Planalto, que formam o seu núcleo duro, constituído por oficiais-generais e os filhos de Bolsonaro, projetam um governo baseado nas Forças Armadas. Será executado um plano de reforma ministerial a ser executado no pós-crise da pandemia de  coronavírus. A principal base de sustentação será formada por militares. Reportagem dos jornalistas Renato Onofre e Talita Fernandes na Folha de S.Paulo demonstra que os militares controlam 8 dos 22 ministérios e estão em 1.349 cargos do Executivo. Além destes, é preciso contabilizar outros 881 postos ocupados por membros das três forças no Ministério da Defesa. A reportagem assinala que novos oficiais serão colocados em posições estratégicas em ministérios. Os postos-chave hoje do Palácio do Planalto já são controlados por generais. Bolsonaro já indicou que pretende nomear mais nomes das Forças Armadas no Ministério da Justiça, o que já começou a ocorrer no Ministério da Saúde, com a nomeação do general Eduardo Pazuello, indicado pelo próprio Bolsonaro para a Secretaria-Executiva da pasta. Ministros que iniciaram o mandato com grande protagonismo poderão ser removidos, como Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura).