Política

12 de dezembro de 2018 09:24

Lava Jato atribui a Lula até valor embolsado por empresário, diz defesa

Agora, na fase final do julgamento, o MPF retorna com a tese de que o ex-presidente é o proprietário 'de fato' do sítio em Atibaia

↑ Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

A defesa do ex-presidente Lula (PT) emitiu nota nesta terça (12) rebatendo o Ministério Público Federal em Curitiba, que entregou as alegações finais do caso envolvendo o sítio de Atibaia alegando uma suposta “fartura de provas” que indicam que Lula seria o proprietário “de fato” do imóvel reformado pela OAS e Odebrecht.

Na visão da defesa, nas 366 páginas escritas pelos procuradores de Curitiba “não há indicação de qualquer prova da culpa de Lula, mas apenas ilações baseadas em afirmações de delatores que ganharam a liberdade e receberam outros generosos benefícios do Ministério Público.”

Além disso, para pedir a condenação do ex-presidente, os procuradores construíram uma narrativa que “omite as provas de inocência de Lula, como, por exemplo, ao deixar de citar perícia feita por sua defesa no sistema de contabilidade paralela da Odebrecht que comprovou que os valores que a acusação tenta vincular ao ex-presidente na verdade foram sacados em benefício de um alto executivo daquele grupo empresarial.”

“Lula não é o proprietário do sítio e tampouco praticou qualquer crime”, afirmou a defesa.

No mês passado, o ex-presidente prestou esclarecimentos à juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro. Na ocasião, Lula cobrou da Lava Jato explicações mais detalhadas a respeito da denúncia, porque a Procuradoria insinuou na mídia que o petista era o dono do sítio mas, durante a instrução do processo, colecionou testemunhos de que o sítio tem dois proprietários que compraram o imóvel sem nenhum recurso das empreiteiras.

Agora, na fase final do julgamento, o MPF retorna com a tese de que Lula é o proprietário “de fato”. A teoria remonta ao caso triplex, onde a defesa do ex-presidente provou que o apartamento no Guarujá era da OAS e estava em posse da Caixa Econômica Federal por dívidas da empreiteira. Ainda assim, o ex-juiz Sergio Moro conseguiu “atribuir” o triplex a Lula e levá-lo à condenação e prisão, tirando o petista da disputa presidencial.

Hoje, Sergio Moro é ministro anunciado da Justiça do governo Jair Bolsonaro e parte da imprensa cogita o nome de Deltan Dallagnol, líder dos procuradores de Curitiba, para a Procuradoria Geral da República.

 

 

Fonte: Jornal GGN

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