Política

27 de abril de 2017 10:03

Arquidiocese de Maceió convoca fiéis para greve geral nesta sexta-feira

Arcebispo Dom Antônio Muniz reforça discurso contra as reformas de Michel Temer

O arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, convocou os fiéis para participar das manifestações da “Greve Geral” da próxima sexta-feira (28) em todo o estado. Sua fala ocorreu durante a Missa da Misericórdia, realizada no último domingo (23) no Santuário João Paulo II e Irmã Dulce, localizado no bairro do Vergel do Lago.

De acordo com a assessoria de comunicação da Arquidiocese de Maceió, Dom Antônio adotou o mesmo discurso da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Ele fez a convocação para que os fiéis, no dia 28, lutassem por um Brasil melhor e contra essa maneira de fazer as reformas. Que como bons cristãos, lutassem por seus direitos. Suas palavras foram no mesmo tom da CNBB”, diz a assessoria da Arquidiocese de Maceió.

Dom Muniz está em Aparecida, interior de São Paulo, para participar da 55ª Assembleia Geral da CNBB, iniciada na quarta-feira (26). Ainda conforme a assessoria de comunicação da Arquidiocese de Maceió, ele está recluso e só retorna a Alagoas na próxima semana.

CNBB

A CNBB já havia se posicionado favoravelmente à “Greve Geral” convocada pelos movimentos sociais e contra as reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo governo Michel Temer (PMDB). Numa entrevista publicada no site da Arquidiocese de Maceió, o secretário-geral da Confederação, dom Leonardo Steiner, afirmou que as manifestações têm o objetivo de defender os direitos dos trabalhadores, do campo e da cidade.

“O Congresso Nacional e o Poder Executivo, infelizmente, têm se mostrado pouco sensíveis ao que a sociedade tem manifestado em relação às reformas. Os brasileiros e brasileiras desejam o bem do Brasil e, para construir uma nação justa e fraterna, querem participar das discussões e encaminhamentos”, diz dom Leonardo Steiner. Para ele, as reformas precisam não podem ser feitas sem debate com a sociedade. Propostas de reformas que tocam na Constituição Federal, no sistema previdenciário, na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] merecem estudo, pesquisa e aprofundamento”, afirma.

Salários de servidores serão antecipados

O governador Renan Filho (PMDB) anunciou no início da tarde de quarta-feira (26) que vai antecipar os pagamentos dos salários dos servidores públicos estaduais para hoje, devido às manifestações da “Greve Geral” que ocorrem na próxima sexta-feira (28).

“Preocupados com a Greve Geral no País, convocada para o dia 28/04, e ao mesmo tempo respeitando o direito à livre manifestação, resolvemos em respeito ao servidor público alagoano antecipar os salários dos servidores do mês de abril para o dia 27/04”, publicou o governador em suas redes sociais.

O texto está acompanhado de um vídeo, cuja fala do governador é a mesma do que está escrito.

MOBILIZAÇÃO

Dezenas de sindicatos alagoanos já confirmaram que suas categorias vão parar na próxima sexta-feira por causa das manifestações. Servidores públicos federais, estaduais e municipais vão cruzar os braços em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo governo Michel Temer.

Também haverá fechamento de rodovias federais no interior de Alagoas por movimentos de trabalhadores rurais e urbanos das cidades por onde elas passam.

Nos hospitais e postos de saúde, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho no Estado de Alagoas (Sindprev), o funcionamento ficará em 30%, conforme determina a legislação. Porém, os servidores estarão nos locais de trabalho, mas sem exercer suas funções, exceto em caso de necessidade.

Os rodoviários de Maceió manterão os ônibus nas garagens até o meio-dia.

Os servidores do Poder Judiciário – tanto na esfera federal quanto estadual – também aderirão à “Greve Geral” da próxima sexta-feira, assim como promotores e procuradores de Justiça, também de ambas as esferas.

Em frente à sede da Justiça do Trabalho em Alagoas, na Avenida da Paz, Centro de Maceió, haverá um ato no período da manhã contra as reformas – e o Projeto de Lei do abuso de autoridade – convocado por sete organizações ligadas a magistrados e o Ministério Público.

Fonte: Tribuna Independente

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