Política
Doze eleitos há 4 anos não terminam mandatos em Alagoas
Crimes de improbidade, renúncia e desentendimentos são algumas causas
Dos prefeitos eleitos há quatro anos, doze não terminarão seus mandatos por estarem afastados do cargo ou já terem sido cassados pela Justiça. Em seus lugares assumiram os vice-prefeitos ou presidentes das câmaras municipais. Esse número representa 11,76% do total.
Em alguns casos, as idas e vindas dos titulares aos cargos duraram boa parte dos mandatos iniciados em 2012. Houve cassação pela Câmara de vereadores derrubada judicialmente, casos de São Luís do Quitunde e de Canapi. Em outras situações, o prefeito acabou renunciando ao mandato, caso de Toninho Lins em Rio Largo.
A cidade alagoana em que o presidente da Câmara de Vereadores teve de assumir o mandato de prefeito é Piranhas. Também foram várias as renovações de afastamento de prefeitos. Na última sexta-feira (18), por exemplo, o juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 2ª Vara de Porto Calvo, determinou a renovação do afastamento do prefeito eleito de Campestre, Amaro Gilvan de Carvalho, por 180 dias.
Na prática, o mandato acabou para ele bem antes do final deste ano. Amaro Gilvan foi afastado porque teria contratado ilicitamente serviços de abastecimento de combustível para a frota da Prefeitura. Ele está com os bens declarados indisponíveis, até o limite de R$ 1.141.616,67. Os motivos dos afastamentos são acusações de improbidade administrativa ou falta de ambiente político com a respectiva Câmara de Vereadores.
Para a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), os afastamentos dos prefeitos não preocupam a instituição. “Nós lidamos com os municípios e não necessariamente com quem está à frente das prefeituras. O município é maior que o prefeito e ações de toda ordem fazem parte das regras do Estado. Entretanto, é bom ressaltar que todos que são acusados de algo, devem ser considerados inocentes até prova em contrário”, comenta a AMA através de sua assessoria de comunicação. Ainda há uma série de ações nesse sentido em tramitação na Justiça.
Os municípios cujos prefeitos não foram eleitos em 2012 são: Anadia; Barra de Santo Antônio; Campestre; Canapi; Marechal Deodoro; Piranhas; Rio Largo; Santa Luzia do Norte; São Brás; Tanque d’Arca; União dos Palmares; e Viçosa.
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