Polícia

Operação na Bahia contra tráfico e homicídios tem alvos em Maceió

Ação policial bloqueou até R$ 300 milhões em bens e valores de 31 pessoas e 11 empresas investigadas

Por Lucas França com Tribuna Hoje com G1 Bahia 22/09/2026 11h12
Operação na Bahia contra tráfico e homicídios tem alvos em Maceió
Batizada de Operação Quatro Torres, a ofensiva mira o patrimônio dos investigados e resultou em uma ordem judicial para bloquear e tornar indisponíveis até R$ 300 milhões em bens e valores - Foto: PC/BA

Alagoas está entre os estados onde são cumpridos, nesta terça-feira (22), mandados de prisão e de busca e apreensão durante uma operação da Polícia Civil da Bahia contra uma organização investigada por tráfico de drogas e homicídios. Em Maceió, equipes participam da ação, que também ocorre em outros quatro estados.

Batizada de Operação Quatro Torres, a ofensiva mira o patrimônio dos investigados e resultou em uma ordem judicial para bloquear e tornar indisponíveis até R$ 300 milhões em bens e valores. Ao todo, foram atingidas 31 pessoas físicas e 11 empresas.

De acordo com a Polícia Civil baiana, mais de 200 agentes estão mobilizados na operação. As investigações apontaram que a organização era comandada por quatro integrantes, identificados como “Torres”, que exerciam influência sobre diferentes regiões de Ilhéus, no sul da Bahia.

Segundo as apurações, os quatro líderes mantinham comunicação entre si para definir ações do grupo, incluindo a comercialização de entorpecentes, aquisição de armamentos e planejamento de assassinatos.

Na Bahia, os mandados são cumpridos em Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Serrinha, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Salvador, Simões Filho e Vitória da Conquista.

Fora do estado, a operação ocorre em São Paulo e Guarujá (SP), Maceió (AL), Nossa Senhora do Socorro (SE) e Rio de Janeiro (RJ).

A Polícia Civil informou ainda que alguns dos investigados já estão presos e receberam novos mandados nesta terça-feira. Entre os alvos estão também dois policiais militares, suspeitos de integrar o esquema e receber vantagens indevidas para facilitar as atividades da organização.

Um advogado também é investigado. Conforme a polícia, ele teria participado da comunicação entre membros do grupo e intermediado pagamentos.

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou medidas para atingir os recursos financeiros dos investigados. A estratégia, segundo a Polícia Civil, busca desarticular não apenas a atuação criminosa, mas também a estrutura patrimonial ligada à organização.