Polícia

Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico de policial suspeito de matar colegas

Exames toxicológicos e coleta de imagens de câmeras de segurança também foram autorizados para investigação do crime que chocou o Sertão de Alagoas

Por Tribuna Hoje com agências 21/05/2026 11h35 - Atualizado em 21/05/2026 11h37
Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico de policial suspeito de matar colegas
Denivaldo Jardel e Yago Gomes foram atingidos dentro da viatura e morreram no local - Foto: Divulgação / PC/AL

A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo telefônico e a realização de exames toxicológicos no policial civil Gildate Goes, de 61 anos, suspeito de matar dois colegas dentro de uma viatura policial em Delmiro Gouveia, no Sertão do estado.

As medidas foram solicitadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) durante a audiência de custódia realizada na quarta-feira (20). A prisão em flagrante do suspeito foi convertida em prisão preventiva, mantendo-o detido enquanto a investigação segue em andamento.

As vítimas foram identificadas como Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos. Segundo informações da Polícia Civil, ambos foram atingidos por disparos na cabeça dentro da viatura, na Rua Floriano Peixoto, no centro da cidade. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Samu ainda foram acionadas, mas constataram que os policiais já estavam mortos.

O MPAL também obteve autorização para levantar imagens de câmeras de segurança e ouvir testemunhas. As diligências incluirão a cidade de Piranhas, onde o suspeito e as vítimas teriam ingerido bebida alcoólica antes do crime.

Em depoimento, Gildate Goes alegou não se lembrar do que ocorreu após o jantar com os colegas. Ele afirmou ter passado a direção da viatura para Yago e se recolhido ao banco traseiro, só retomando a consciência ao sair do veículo em Delmiro Gouveia.

Uma comissão de delegados foi designada para apurar o caso. Segundo o delegado Antonio Carlos Lessa, todas as providências estão sendo tomadas para esclarecer a motivação do crime, que até o momento permanece desconhecida.

A Polícia Civil também confirmou que o suspeito será submetido a exames psicológicos em Maceió, e familiares das vítimas acompanham o andamento da investigação, clamando por justiça.