Polícia
Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de incendiar apartamento da ex-namorada em Maceió
Marcello Gusmão é acusado de tentativa de homicídio e descumprimento de mais de 1.400 medidas protetivas; Polícia Civil deve cumprir mandado nesta quarta-feira (6)
A Justiça de Alagoas determinou a prisão preventiva de Marcello Gusmão de Aguiar Vitório, suspeito de incendiar o apartamento de sua ex-namorada, Mariana Maia, na Ponta Verde, em fevereiro de 2025. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) nesta quarta-feira (6).
Segundo o TJ-AL, o mandado foi assinado pelo juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 8ª Vara Criminal da capital, na última segunda-feira (4). A Polícia Civil informou que a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) deve cumprir a prisão ainda nesta quarta.
A advogada de Mariana, Amanda Montenegro, afirmou que Marcello descumpriu cerca de 1.400 medidas protetivas. “Ele se mudou para um imóvel próximo ao apartamento da vítima e passou a se aproximar dela de forma reiterada, mantendo comportamento de perseguição”, disse.
A defesa de Marcello contestou as acusações, alegando que muitos registros de aproximação não representaram contato físico e que ele usava tornozeleira eletrônica, enquanto Mariana contava com botão de pânico. O advogado Welton Roberto também informou que Marcello possui um relacionamento atual com uma pessoa que mora a menos de 500 metros do apartamento da ex, e há pedido para que ele possa cursar faculdade em João Pessoa.
O inquérito policial, concluído em fevereiro de 2025, aponta que o incêndio foi provocado de forma intencional, excluindo causas naturais ou elétricas. Marcello foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado com uso de fogo, violência psicológica contra a mulher e dano qualificado por motivo egoístico.
Antes do incêndio, Mariana relatou que discutiu com Marcello devido a uma viagem que planejava para a Itália, para comemorar o aniversário da filha. Após o término do relacionamento, ela afirmou que Marcello teria quebrado o para-brisa do carro dela em um episódio de agressividade.
O caso segue sob investigação, e a prisão preventiva visa garantir a segurança da vítima e a continuidade dos procedimentos legais.
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