Polícia
Terapeuta é suspeita de abuso sexual contra criança autista de seis anos
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) e a audiência especial de oitiva da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) para dar continuidade às investigações da suspeita de abuso sofrida pela menor de apenas seis anos de idade em uma clínica particular no bairro da Gruta de Lourdes, em Maceió.
O laudo do IML deve ser concluído em até 30 dias. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Combate aos Crimes contra Criança e Adolescente. Além da vítima, a Polícia Civil irá ouvir a terapeuta e o proprietário da clínica onde ocorreram os atendimentos. O suposto abuso teria ocorrido no último dia 23.
De acordo com a delegada Talita Aquino, responsável pela investigação, a criança será ouvida por meio de depoimento especial, conduzido pelo Poder Judiciário, garantindo um ambiente adequado e protegido.
A Polícia Civil instaurou inquérito após a mãe da menina registrar boletim de ocorrência e denunciar que a filha teria sido vítima de abuso sexual durante sessão de terapia em Maceió.
A mãe da criança relatou mudança de comportamento na filha, após sessão terapêutica. Segundo ela, a filha passou a pedir beijos na boca de forma insistente depois do último atendimento na unidade especializada.
A mãe chegou a gravar um vídeo com a menina falando sobre o caso, no entanto, a delegada descartou que o material possa ser usado como prova.
“Por enquanto, o vídeo não pode ser considerado prova. São seguidos protocolos, regulamentados por leis, para que crianças e adolescentes vítimas de violência sexual sejam ouvidos, através do depoimento especial. Existe toda uma técnica e uma forma diferenciada para que esse depoimento seja colhido”, detalhou a delegada.
Após a denúncia, a Polícia Civil solicitou imagens de câmeras de segurança da clínica e o prontuário da paciente, que realizava acompanhamento há cerca de um ano.
Segundo a delegada, até o momento, não há outros registros semelhantes. “Não recebemos denúncias de outros casos e fomos informados que os atendimentos acontecem somente com a terapeuta e a criança”, destacou.
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