Polícia

Alagoas já registra 756 casos de violações contra a mulher em 2026; em 2025 foram 4.646

Dados de violações são do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e englobam qualquer ato que atente ou viole os direitos humanos da vítima

Por Assessoria 17/03/2026 00h43
Alagoas já registra 756 casos de violações contra a mulher em 2026; em 2025 foram 4.646
Violência contra a mulher - Foto: Freepik/Ilustração

Em todos os anos os casos de violações contra a mulher vêm à tona e, diante disso, é essencial não apenas apontar os fatos, mas ressaltar a importância de denunciar qualquer crime dessa natureza. Dados baseados em pesquisas do DataSenado, da Rede Observatórios da Segurança e Ministério da Justiça (2025-2026), mostram que a violência contra a mulher no Brasil está em níveis críticos desde o ano passado, com cerca de 12 mulheres sofrendo algum tipo de violência a cada 24 horas e uma média de 4 feminicídios diários. Mais de 60% dos casos ocorrem dentro de casa, com um aumento alarmante de 56,6% na violência sexual, afetando majoritariamente crianças e adolescentes.

De acordo o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o estado de Alagoas já registrou neste ano de 2026 o total 756 casos violações (qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima, como maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a mulher. Desse total, apenas 110 denúncias foram efetivadas (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a ONDH para registrarem uma denúncia). Somente na capital Maceió, são 374 casos de violações e apenas 52 denúncias protocoladas. (Dados atualizados em 16.03.2026)

No ano passado, em 2025, Alagoas teve 4.646 casos de violações e apenas 604 protocolos de denúncias. Maceió teve 1.689 casos de violações e 224 denúncias.

Para a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera Ma. Mylla Gabriely Araujo Bispo, a divulgação desses dados impulsiona a conscientização sobre o tema a fim de dirimir o problema e servir de alerta para as vítimas.

"É essencial que esses crimes sejam denunciados a fim de serem combatidos. Trazer essa temática para o debate social conscientiza não apenas na identificação de condutas reprováveis, mas informa sobre onde e quando se deve denunciar, como alerta para a importância, pois os dados mostram que nem sempre a vítima registra, de fato, esses crimes. Além disso, é uma forma de as mulheres se sentirem acolhidas e apoiadas umas às outras", avalia a docente e advogada.

Por fim, a mestra em Direito dá dicas sobre como as mulheres podem pedir ajuda. Confira também os canais de denúncia:

Realizar a chamada ao 190 polícia e conversar como se estivesse realizando pedido de delivery, é uma forma muito útil de pedido de socorro, ao perigo eminente sofrido pela mulher;

Além disso, qualquer cidadão pode fazer denúncias através da Central de Atendimento à Mulher, pelo número telefônico 180. As delegacias especializadas não são direcionadas a tratar apenas destes tipos penais, permitindo um socorro de forma mais ampla;

As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) realizam ações de prevenção, apuração, investigação e enquadramento legal. Nas unidades, é possível solicitar medidas de proteção de urgência nos casos de violência doméstica contra mulheres. Há três delegacias da mulher no Estado: duas em Maceió e uma em Arapiraca. Nos outros municípios onde não há delegacia especializada, a vítima pode se dirigir a qualquer delegacia da cidade. Além disso, as denúncias também podem ser feitas por canais digitais ou por ligação;

1ª Delegacia da Mulher: no Complexo de Delegacias Especializadas, em Mangabeiras (82-3315-4976) - funciona 24 horas por dia;

2ª Delegacia da Mulher: no Salvador Lyra, Rua Antônio Souza Braga (3315-4327) - funciona de 8h às 18h;

Delegacia da Mulher de Arapiraca: na Rua São Domingos, no Centro (3521-6318) - 8h às 18h.

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