Polícia

Operação contra torcidas organizadas prende suspeitos de atentado com bomba em Maceió

Ação da Polícia Civil cumpre mandados em bairros da capital e em Satuba; durante ação, mãe se revolta ao ver filho detido

Por Redação com Assessoria 12/03/2026 08h38
Operação contra torcidas organizadas prende suspeitos de atentado com bomba em Maceió
Operação contra torcidas organizadas prende suspeitos de atentado com bomba em Maceió - Foto: Ascom PCAL

A prisão de um jovem suspeito de envolvimento em um atentado a bomba contra torcedores do CRB chamou atenção durante uma operação da Polícia Civil deflagrada na manhã desta quinta-feira (12), em Maceió e no município de Satuba. Durante o cumprimento dos mandados, a mãe de um dos investigados reagiu com indignação ao ver o filho ser conduzido pelos policiais e chegou a dizer para ele “esquecer que tem mãe”, em um vídeo que circulou nas redes sociais.

A ação faz parte da Operação Pavio Curto, que tem como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca contra dez suspeitos investigados por crimes relacionados a torcidas organizadas. Até o momento, cinco pessoas foram presas.

Os mandados estão sendo cumpridos em diversos bairros da capital alagoana, entre eles Tabuleiro do Martins, Cidade Universitária, Trapiche da Barra, Poço, Ponta Grossa, Bebedouro e Clima Bom, além do município de Satuba, na Região Metropolitana.

As investigações apuram um ataque ocorrido em 29 de novembro de 2025, no bairro do Poço, quando quatro torcedores do CRB estavam em um carro e foram cercados por integrantes de uma torcida rival. De acordo com a polícia, os suspeitos usaram pedras, barras de ferro e lançaram um artefato explosivo de fabricação caseira dentro do veículo das vítimas.

A explosão deixou todos os ocupantes feridos, e um deles precisou ser internado em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. A investigação aponta que o crime teria sido motivado pela rivalidade entre torcidas organizadas.

A operação é coordenada pelos delegados Bruno Tavares, Bárbara Porto e Igor Diego, com participação de equipes da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), do Núcleo de Planejamento Operacional da Polícia Civil, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core/Dracco) e da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit). Segundo a Polícia Civil, o objetivo é desarticular grupos que utilizam o futebol como pretexto para a prática de crimes violentos.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e reunir novas provas relacionadas aos ataques entre torcidas na capital alagoana.