Polícia
Motorista assassinado foi atraído por mulher que conheceu por aplicativo de relacionamento
Um homem e duas mulheres foram presos nesta quinta-feira (19) na parte alta de Maceió
A Polícia Civil de Alagoas detalhou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (19), o caso envolvendo o desaparecimento e morte do motorista por aplicativo Dário José Rodrigues, de 61 anos. Três pessoas — um homem e duas mulheres — foram presas em flagrante, acusadas de participação no crime, que chocou a Região Metropolitana de Maceió. O caso foi oficialmente classificado como latrocínio (roubo seguido de morte).
Segundo as investigações, Dário saiu de Murici e foi até Maceió, onde marcou um encontro com uma mulher que conheceu por meio de um aplicativo de relacionamento. Ao chegar à residência, localizada no Tabuleiro do Martins, ele foi recebido pela jovem e uma amiga. Durante a conversa, um homem saiu de um quarto e iniciou o ataque.
A vítima foi golpeada com uma faca no pescoço, que chegou a quebrar. Em seguida, outra faca foi entregue por uma das mulheres, e diversos golpes foram desferidos na região do tórax. Já sem resistência, Dário também foi atingido na cabeça com um martelo.
Após o crime, o corpo foi enrolado em um lençol e colocado no porta-malas do próprio carro da vítima, sendo abandonado na área da Usina Utinga, em Rio Largo.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos lavaram a casa para apagar vestígios e, em seguida, passaram a usar o celular da vítima para realizar movimentações financeiras. Eles conseguiram efetuar empréstimos e transferências via Pix, no valor aproximado de R$ 1.000, utilizando os dados bancários de Dário. Parte do dinheiro foi usada para alugar uma nova residência no bairro Santos Dumont, em Maceió, onde foram localizados e presos pelas equipes da Dracco (Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado).
Além disso, dois celulares da vítima foram vendidos e o veículo incendiado em um canavial, numa tentativa de eliminar provas.
As investigações apontaram que a principal suspeita mantinha um relacionamento com a vítima há alguns meses, iniciado em um aplicativo de encontros e continuado por mensagens no WhatsApp. Durante esse período, Dário chegou a enviar transferências financeiras para ela.
Esse vínculo facilitou o acesso ao celular, permitindo que os criminosos manipulassem contas e realizassem empréstimos após a morte. A identificação dos autores ocorreu após familiares acessarem o e-mail da vítima e perceberem movimentações financeiras atípicas.
O delegado Igor Diego, diretor da Dracco, destacou que o trabalho conjunto das forças policiais foi essencial para a rápida elucidação do caso. A operação contou com apoio da Coordenação de Desaparecimento de Pessoas, da Seção Antissequestro, da inteligência da SSP, da Polícia Militar, da Delegacia de Roubos da capital, da Core/Tigre, do Departamento Estadual de Aviação (DEA) e da Polícia Científica.
“O caso está completamente esclarecido e os autores responderão por latrocínio. A motivação, conforme apurado, foi exclusivamente financeira”, afirmou o delegado João Marcelo. Os investigados permanecem à disposição da Justiça e serão submetidos à audiência de custódia.
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