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Davi Maia deixa o União, vai para o PV e anuncia voto em Renan

Ex-deputado estadual vai fazer parte da Federação Brasil da Esperança junto ao ex-parlamentar Léo Loureiro

Por Emanuelle Vanderlei - repórter / Tribuna Independente 21/01/2026 07h45 - Atualizado em 21/01/2026 07h57
Davi Maia deixa o União, vai para o PV e anuncia voto em Renan
Davi Maia vai integrar a Federação que tem pautas no campo da esquerda, sendo que o ex-deputado estadual se identifica como de direita e liberal - Foto: Edilson Omena

Organizando a chapa para disputar as vagas na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), a Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PV e PCdoB recebeu esta semana dois novos integrantes: Davi Maia e Leo Loureiro. Ambos já foram deputados, estão atualmente sem mandato, e se filiando ao Partido Verde.

A novidade causou surpresa por se tratar de nomes que historicamente não se identificam com as pautas da esquerda. Em entrevista à reportagem da Tribuna Independente, Davi Maia reafirma a sua base política distante dos princípios da Federação.

“Eu sempre fui centro-direita. Sempre fui um liberal e continuarei sendo. Defendo o Estado mínimo, minhas propostas são muito claras e o eleitor me conhece. Já fui candidato duas vezes, ganhei uma e perdi outra. Mas minha pauta é muito clara”, destaca.

Apesar disso, Maia se diz comprometido com a aliança mais à esquerda que deve tentar reeleger o presidente Lula (PT).

“Dentro da Federação [PT, PCdoB e PV] é a pauta do grupo que eu faço parte, que já é esse. É o grupo do governador Paulo [Dantas] é o grupo do Marcelo [Victor, presidente da Assembleia Legislativa] é o grupo do senador Renan [Calheiros]. Assim também como nunca votei no Renan, votarei pela primeira vez”, argumenta.

O ex-deputado é categórico também sobre o partido que mais tem nomes na chapa. “Eu nunca fiz política de esquerda. Então, não me filiaria ao PT por exemplo, mas ao PV não vejo problema. Ele vê o Partido dos Trabalhadores como um adversário. “Na verdade, a gente vai disputar o mesmo espaço”.

Sem esconder que se trata de uma tática eleitoral, Davi Maia afirma que a escolha do PV, segundo ele, também se deve à questão ideológica.

“Também discutimos com outros partidos, mas a entrada na Federação é bem palpável porque já existe uma chapa, já existem candidatos competitivos e a gente acha que é uma disputa justa na federação. E o PV porque eu sou o único deputado de Alagoas eleito da história que tem a bandeira do meio ambiente. Escrevi a legislação quase toda aqui tinha as que foram extintas desse Estado. Então assim, estaria muito bem confortável de me filiar ao PV”, diz.

A pauta ambiental, na avaliação de Maia, não ajuda muito. “O que me mais me aproxima do PV o que mais me traz pra perto do PV, é a pauta ambiental. Ninguém em Alagoas defende a pauta ambiental. Não é uma pauta que dá voto em Alagoas, não é mesmo. O eleitor nosso se preocupa muito pouco com a questão ambiental. Maceió teve a questão da crise da Braskem, então isso era pra ser uma pauta que chamasse atenção para os nossos cidadãos alagoanos, maceioenses, mas realmente essa não é uma pauta que dá voto. Eu faço por questão primeiro de princípios e segundo ideológica mesmo”.

Em sua trajetória, ele explica que está desde os 16 anos, atualmente com 39, no mesmo partido. “A minha filiação é a mesma desde os 16 anos. Eu me filiei no PFL depois de 30 dias de que eu fiz 16 anos. PFL se transformou em Democrata [DEM], e eu continuei. Quando eu ganhei a eleição para deputado em 2018, ganhei pelo Democratas. O Democratas se transformou em União Brasil, eu continuei e agora irei estou nas vias de sair do partido”, reforça.

No ano passado, Davi Maia chegou a contribuir com a organização do PSB, mas nunca integrou o quadro de filiados.

“A gente ajudou na forma de chapa do PSB da eleição de vereador, que elegeu dois vereadores em Maceió [Thales Diniz e Milton Ronalsa]. Foi por uma missão do próprio governador, da secretária Paula [Dantas], do Vitor Pereira, que são os presidentes do partido, junto ao Gustavo Pessoa e outros companheiros que a gente ajudou a formar”.

A saída do partido nunca foi cogitada, para permanecer na suplência de deputado estadual. “Não tinha janela para sair, mesmo que eu quisesse. Porque suplente é expectativa, apesar de ter eleito três deputados, também tinha formado, quem formou a chapa do União Brasil fui eu. A gente fica na expectativa que nunca foi concretizada, mas a qualquer momento pode ser, então a gente fica sempre na expectativa da primeira suplência”.