Polícia

Empresário alagoano apontado como chefe da Máfia da Mineração passa a cumprir pena em liberdade

STF determinou a substituição da prisão preventiva por um conjunto de medidas cautelares

Por Tribuna Hoje com agências 26/12/2025 18h51 - Atualizado em 27/12/2025 08h46
Empresário alagoano apontado como chefe da Máfia da Mineração passa a cumprir pena em liberdade
Alagoano Alan Cavalcante do Nascimento fez fortuna em Minas e é apontado como chefe da Máfia da Mineração - Foto: Reprodução

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, determinou a substituição da prisão preventiva do empresário alagoano Alan Cavalcante do Nascimento por um conjunto de medidas cautelares. Suspeito de liderar uma organização criminosa ligada a esquemas de corrupção no setor de mineração, ele foi preso em setembro pela Operação Rejeito, da Polícia Federal (PF). Agora com a medida, ele passar a cumprir pena em liberdade.

O alagoano Alan Cavalcante do Nascimento fez fortuna no estado de Minas Gerais e foi apontado pela PF como chefe da Máfia da Mineração no país.

De acordo com o ministro Toffoli, as medidas cautelares impostas são suficientes para garantir a aplicação da lei penal, preservar a ordem pública e econômica, além de favorecer o andamento da instrução criminal. Além de Alan, as decisões judiciais também beneficiaram Rodrigo de Melo Teixeira, ex-diretor da Polícia Federal; João Alberto Paixão Lages, ex-deputado estadual de Minas Gerais; e Helder Adriano de Freitas, que teria atuado como articulador no esquema.

No caso específico do empresário alagoano, as medidas cautelares incluem o uso de tornozeleira eletrônica para monitoração, entrega do passaporte, recolhimento domiciliar noturno e a proibição de sair do país ou do estado de residência.

Conforme as investigações, o esquema supostamente comandado por Alan movimentou aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Apenas ele teria recebido mais de R$ 225 milhões das empresas participantes entre dezembro de 2019 e dezembro de 2024.

As investigações ainda revelaram possíveis tentativas de influência sobre o Poder Judiciário, apontando que Alan adquiriu imóveis em edifícios e condomínios onde viviam juízes responsáveis por processos judiciais ligados a casos de corrupção em que ele estava envolvido.