Polícia

Escola da rede estadual de ensino é vítima de fake news e registra boletim de ocorrência

Notícia falsa usa foto da Escola Estadual Batista Acioli, em Maragogi e diz que unidade coloca carne humana na merenda dos alunos

Por Tribuna Hoje com agências 06/06/2024 15h26 - Atualizado em 06/06/2024 15h32
Escola da rede estadual de ensino é vítima de fake news e registra boletim de ocorrência
Escola Estadual Batista Acioli, localizada na cidade de Maragogi, no Litoral alagoano - Foto: Divulgação

"Escola alagoana coloca carne humana em sopa para alunos". Essa foi a fake news divulgada contra a Escola Estadual Batista Acioli, localizada na cidade de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas. A falsa informação foi divulgada em redes sociais e ainda colocava a fachada da escola em destaque.

No material divulgado foi escrito: “uma escola alagoana da cidade (de) Maragogi-AL é denunciada após alunos sentirem forte cheiro na sopa. Foi relatado dores abdominais vindo dos alunos do colégio que contaram aos responsáveis. A escola foi investigada e descobriram carne humana nas sopas. Julgamentos e investigações continuam e os acusados estão presos temporariamente até decisão da pena.”

A direção da escola, após tomarem conhecimento da falsa matéria emitiram uma nota e procuraram a delegacia para registrar um boletim de ocorrência.

Boletim de Ocorrência (Divulgação)



Veja abaixo a nota emitida pela unidade de educação na íntegra.

“Vocês sabiam que quem criou essa Fake News está desdenhando de nossa capacidade cognitiva? Vamos lá:

A “notícia” se encontra num caderno de “CIDADANIA”, de que jornal? De portal de notícias? Não tem! Porque não existe… Se tivesse o mínimo de verdade, a “notícia” seria veiculada na página “POLICIAL” e não em “CIDADANIA”.

A manchete está errada: nenhum portal de notícia afirma categoricamente um crime; eles usaram o verbo COLOCA ao invés de “teria colocado” ou “há indícios de…” ou “há suspeita”. Lembre-se sempre: imprensa não é polícia para impetrar qualquer medida judicial a alguém ou a uma instituição.

Os erros de português são absurdos: a notícia começa com letra minúscula; aliás, todos os parágrafos que seguem também começam com letra minúscula, acho que o “redator” nunca ouviu falar em letra maiúscula. O erro de concordância no segundo parágrafo é absurdo: “foi relatado” ou invés de “foram relatadas”… Sem falar na ausência de fontes confiáveis!

Por fim, queriam chamar nossa comunidade escolar de BURRA, para acreditarmos numa asneira dessa… Tentaram enganar as pessoas erradas. Ainda bem que somos instruídos e bem informados para não acreditar em qualquer coisa por aí.”