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Médico espanca paciente internado em hospital indiano
Profissional de saúde é afastado após agressão registrada por acompanhantes no norte da Índia
Um caso ocorrido no hospital Indira Gandhi Medical College (IGMC), na cidade de Shimla, no norte da Índia, ganhou grande repercussão depois que imagens mostraram um médico desferindo vários socos contra um paciente deitado em um leito.
O profissional identificado como Raghav Narula, especialista do departamento de pneumologia, aparece na gravação golpeando Arjun Panwar, de 36 anos, enquanto outras pessoas tentam intervir.
Panwar havia sido internado por dificuldades respiratórias e, segundo relatou à imprensa local, o desentendimento começou depois que o médico passou a falar com ele em tom considerado desrespeitoso. O paciente afirmou que pediu que o médico falasse com mais educação e, a partir daí, a discussão terminou em agressão física.
O episódio foi denunciado à polícia, e familiares e amigos do paciente se reuniram diante do hospital exigindo medidas imediatas contra o médico. Autoridades do hospital confirmaram que Narula foi suspenso por tempo indeterminado, enquanto uma comissão formada por três integrantes conduz a investigação interna. Um inquérito preliminar já foi encaminhado ao governo estadual.
Em um depoimento em vídeo, o médico negou ter cometido qualquer irregularidade e pediu que seu relato também fosse considerado. Ele disse que analisava exames de Panwar quando o paciente passou a reagir de forma hostil, reclamando do tratamento e elevando o tom da conversa. Narula afirmou que tentou acalmar a situação e que não utilizou linguagem ofensiva.
O profissional alega ainda que o paciente passou a usar palavrões, xingando familiares, e que tentou atingi-lo com o suporte de soro ao lado da cama. O médico disse ter sofrido empurrões, chutes e socos, relatando fratura na mão e dores nas costas por conta da confusão. Segundo ele, centenas de pessoas foram chamadas ao setor, causando tumulto e danos ao patrimônio.
“Se alguém me insulta, me empurra e me agride, devo aceitar calado apenas porque exerço a medicina?”, questionou o médico, que declarou atuar há oito anos na instituição e nunca ter enfrentado situação semelhante. Ele disse que ficou horas aguardando atendimento após o episódio e criticou o ambiente de tensão criado dentro da unidade.
O paciente, por sua vez, manteve a versão de que apenas solicitou educação no atendimento e que o médico teria reagido de maneira agressiva sem provocação. Ele afirmou que o conflito começou depois de perguntar se o profissional falava com os próprios familiares da mesma forma.
As autoridades policiais confirmaram que investigam a ocorrência e que os depoimentos das partes envolvidas serão considerados para esclarecer em que circunstâncias as agressões aconteceram. Enquanto isso, a direção do hospital reforçou que acompanha o caso e que a suspensão do médico permanecerá válida até a conclusão do processo administrativo.
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