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Biden lamenta não ter conseguido cruzar fronteira entre Polônia e Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, lamentou nesta sexta-feira (25) não ter conseguido cruzar a fronteira da Polônia para a Ucrânia, para avaliar o impacto da guerra no antiga república soviética, após decisão motivada por questões de segurança.
Durante a visita à cidade polonesa de Rzeszów, Biden admitiu que gostaria de ter entrado no território ucraniano, para presenciar "a valentia" da população local, que comparou ao homem que ficou parado na frente dos tanques chineses na Praça da Paz Celestial, em 1989.
"Estou aqui, na Polônia, para ver a situação humanitária e, francamente, parte da minha decepção vem de que não pude ver em primeira mão, como fiz em outros lugares", afirmou o presidente americano, durante uma reunião que teve como tema central a ajuda humanitária aos refugiados da Ucrânia.
"Não me deixam, e suponho que é compreensível, cruzar a fronteira e fazer uma inspeção ao que está ocorrendo", completou Biden.
O presidente deixou claro que, dessa forma, o mais perto que estará do território ucraniano é a cidade de Rzeszów, na Polônia, localizada a cerca de 100 quilômetros de distância da Ucrânia.
Cerca de 20 dias atrás, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, chegou a cruzar a passagem fronteiriça para se reunir com o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, algo que não se repetirá com Biden.
Depois de visitar militares americanos na região, Biden participou de uma reunião focada na ajuda humanitária que foi oferecida para os mais de 2 milhões de refugiados ucranianos que chegaram na Polônia nos últimos 30 dias.
Em declaração dada ao lado do presidente polonês, Andrzej Duda, o presidente americano se disse comovido pelas imagens que viu em locais como Mariupol, o principal bastião ucraniano no mar de Azov, que é alvo de ataques incessantes das tropas russas.
"Parece algo de ficção científica, ligar a televisão e ver como estão algumas destas cidades", lamentou. Rzeszów é o primeiro destino de Biden na Polônia. Amanhã, o presidente se reunirá em Varsóvia com refugiados ucranianos e fará um discurso sobre a resposta aliada à invasão russa, antes de retornar aos EUA.
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