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Explosão de carro-bomba deixa pelo menos 90 mortos
Ataque ocorreu em um posto alfandegário na capital Mogadíscio. Entre os mortos estão dois engenheiros turcos e vários estudantes universitários que estavam dentro de um micro-ônibus que cruzava a fronteira.
Pelo menos 90 pessoas morreram e mais de 90 ficaram feridas depois que um carro-bomba explodiu, na manhã deste sábado (28), na Somália, segundo informações da agência Reuters citando uma organização internacional. A explosão foi em um posto alfandegário, na capital Mogadíscio.
De acordo com fontes médicas, o número de mortos pode subir. As vítimas foram encaminhadas ao hospital Medina, na capital somali. Mais cedo, a Associated Press informava a morte de 76 pessoas e 50 pessoas feridas.
"Outros pacientes, familiares e até médicos, enfermeiros e funcionários do hospital foram acionados para doar sangue com urgência para ajudar as vítimas. A situação é ruim", disse o médico Yahye Ismai.
Entre os mortos estão dois engenheiros turcos, que no momento da explosão realizavam obras na estrada que liga Mogadíscio a Afgoye, e vários estudantes universitários que estavam dentro de um micro-ônibus que cruzava a fronteira. Testemunhas disseram que um carro pertencente aos engenheiros foi destruído instantaneamente na explosão.A Turquia é um dos principais doadores da Somália desde a fome que assolou o país em 2011 e, juntamente com o governo do Qatar, está financiando uma série de projetos de infraestrutura e levando médicos ao país.
O ataque ocorreu às 8h (2h no horário de Brasília), quando um suposto homem-bomba explodiu seu veículo perto do posto de controle da fronteira, que também é um ponto de coleta de impostos para o governo, segundo Ali Abdi Ali Hoshow, funcionário do Ministério de Relações Exteriores.
Nenhum grupo terrorista assumiu a responsabilidade pelo ataque, embora o grupo jihadista Al Shabab tenha se posicionado contra a construção da estrada entre as duas cidades.
Após o som de uma enorme explosão no posto de controle, Sabdow Ali, de 55 anos, que mora nas proximidades, disse que saiu de casa e contou pelo menos 13 pessoas mortas. "Dezenas de feridos estavam gritando por socorro, mas a polícia imediatamente abriu fogo e eu corri de volta para minha casa", disse ele à Reuters.
Os feridos foram transportados para o Hospital Medina, onde uma testemunha da Reuters viu dezenas chegando de ambulância do local.
Em entrevista a repórteres no local da explosão, o prefeito de Mogadíscio, Omar Muhamoud, disse que o governo confirmou que pelo menos 90 civis, a maioria estudantes, foram feridos na explosão.
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