Interior
Corregedoria acompanha e orienta unidades judiciais em Santana do Ipanema
Ação reúne análise de indicadores, práticas de gestão e cumprimento das metas do CNJ na comarca
A Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas (CGJ/AL) realizou, nesta quarta-feira (23), inspeções ordinárias nas quatro unidades judiciais de Santana do Ipanema, que também atendem aos municípios de Olivença e Poço das Trincheiras.
A ação foi conduzida pelos juízes auxiliares da CGJ/AL Geneir Marques e Kleber Borba, com o apoio das servidoras Patrícia Sarmento e Roberta Gonzaga, da Divisão de Inspeção e Correição (DIC), e Beatriz Barboza e Maria Catarina Gomes, da Assessoria Especial Judicial (AEJ).
Durante as inspeções, a equipe da Corregedoria analisou a produtividade, o cumprimento das Metas Nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os prazos processuais, as rotinas de trabalho e as práticas de gestão, além das condições de funcionamento das unidades. Também foram avaliados os dados de movimentação processual, o uso dos painéis da CGJAL e o cumprimento das normas de organização e autoinspeção.
Titular do Juizado Especial Cível e Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o juiz Edivaldo Landeosi destacou o caráter orientativo das inspeções. Segundo ele, a análise dos dados e do histórico de movimentação da unidade permite identificar pontos que precisam ser ajustados e contribui para a melhoria do serviço prestado.
“As orientações da Corregedoria são o ponto fundamental durante essas visitas. O pessoal vem com todos os dados e com o histórico da nossa movimentação, mostrando ao que precisamos nos adequar e nos dando uma orientação para que possamos melhorar o nosso serviço”, afirmou, ao ressaltar a importância dos painéis de acompanhamento disponibilizados pela Corregedoria.
Na 1ª Vara de Santana do Ipanema, a juíza Mylena Camardella também destacou a importância das correições ordinárias como instrumento de orientação e acompanhamento do trabalho desenvolvido pela unidade.
“A presença da Corregedoria por meio dessas correições ordinárias é muito importante para as unidades, notadamente também para a nossa, porque é uma forma de orientação dos nossos trabalhos e de verificação se estamos realmente cumprindo as metas, atendendo às expectativas do CNJ e da Corregedoria e, principalmente, fazendo uma boa prestação jurisdicional para a sociedade”, ressaltou.
Entre os principais desafios apontados pela magistrada está o elevado volume de demandas, especialmente processos relacionados a questões bancárias. Ela também mencionou as dificuldades enfrentadas pela área da Infância e Juventude, que envolvem, entre outros aspectos, a lotação de abrigos e a necessidade de construção de soluções para situações específicas.
As inspeções também foram realizadas na 2ª Vara, de titularidade do juiz Felipe Pacheco, e na 3ª Vara, conduzida pelo juiz Charles de Sousa Alves. As atividades integram o trabalho de acompanhamento realizado pela CGJ/AL nas unidades judiciais do estado e buscam identificar necessidades, orientar equipes e fortalecer práticas que contribuam para a eficiência da prestação jurisdicional.
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