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Rick ganhava R$ 50 mil por show e deixa patrimônio milionário impressionante

Cantor da dupla com Renner morreu aos 59 anos em acidente de helicóptero e deixa fortuna construída ao longo de mais de quatro décadas de carreira

Por Naiana Ribeiro com Ibahia 22/09/2026 16h14
Rick ganhava R$ 50 mil por show e deixa patrimônio milionário impressionante
Rick ganhava R$ 50 mil por show e deixa patrimônio milionário impressionante - Foto: Reprodução/Redes sociais

O cantor Rick Sollo, que formava dupla com Renner, morreu aos 59 anos após um acidente de helicóptero em Santa Catarina, ocorrido na última segunda-feira (21). A aeronave caiu em uma área de mata na serra catarinense, e os destroços só foram localizados nesta terça-feira (22). O cantor deixa um patrimônio milionário construído ao longo de mais de quatro décadas de carreira.

Nos contratos públicos de sua carreira solo, Rick cobrava cerca de R$ 50 mil por apresentação. Esse valor, somado às décadas de shows ao lado de Renner, em média 150 apresentações por ano no auge da dupla, e à renda como compositor e produtor musical, ajudou a construir um patrimônio expressivo, embora não exista uma estimativa pública oficial do valor total de sua fortuna.

Entre os bens mais conhecidos do cantor está uma mansão em Itu, no interior de São Paulo, que chegou a ser anunciada por R$ 11,9 milhões em 2020. O imóvel tinha 1.200 m² de área construída em um terreno de 6 mil m², com nove suítes, piscina, sauna, academia, quadra esportiva, adega, salão de beleza, pomar e 14 vagas de garagem. Anos depois, a propriedade voltou a aparecer em documentos de uma disputa judicial, dessa vez avaliada em cerca de R$ 9 milhões, diferença que reflete momentos de avaliação distintos, e não perda de valor.

Rick também teve, no passado, uma fazenda no interior paulista, vendida em 2015. Antes disso, ele contou que usou os primeiros R$ 19 mil que conseguiu guardar na carreira para comprar uma propriedade rural para o pai.

Além do Brasil, o cantor mantinha uma mansão em um condomínio de luxo na Flórida, nos Estados Unidos (EUA). A casa em Orlando foi comprada em novembro de 2025 e, segundo o próprio artista revelou nas redes sociais, era a residência onde ele passava a maior parte de seu tempo.

A mansão de Rick nos EUA não teve especificações divulgadas, mas o sertanejo sempre publicava imagens na web. Nos registros, é possível ver que a casa não tinha muros, algo que é comum em residências de condomínios americanos. O imóvel tem uma churrasqueira, uma área de lazer externa e uma piscina. Uma imagem área do condomínio mostra duas piscinas e uma quadra de tênis.

Rancho-refúgio em Santa Catarina

Uma das propriedades mais queridas por Rick era um rancho em Rancho Queimado, cidade da serra catarinense, que funcionava como refúgio particular da família. O cantor tinha até um perfil no Instagram dedicado exclusivamente ao local, onde descrevia o espaço como um "paraíso" e um "lugar mágico".

A casa de campo, de três andares, foi construída para acompanhar o relevo do terreno, cercada por árvores, jardins e montanhas. O andar superior tem grandes janelas com vista para as montanhas, e a propriedade conta ainda com um deck de onde se observa o pôr do sol e uma fogueira externa, útil nos períodos mais frios da região serrana.

Por dentro, os ambientes são decorados com violões, sofás de couro e móveis rústicos de madeira.

Herdeiros de Rick Sollo

Rick deixou o patrimônio para a esposa, Geralda Helena Carvalho, com quem viveu uma união de mais de 40 anos, e os dois filhos, Mônica Nascimento e Victor Henrique.

Nascido Geraldo Antônio de Carvalho, em Porto Nacional (TO), em 5 de dezembro de 1966, Rick começou a se apresentar em bares de Brasília ainda aos nove anos, ao lado de uma das irmãs. A parceria com Renner nasceu na década de 1980, ganhando projeção nacional nos anos 1990 com o sertanejo romântico, o maior sucesso da dupla foi "Ela é Demais", faixa do álbum Mil Vezes Cantarei (1998), que ficou cinco meses no topo das rádios. Até 2007, a dupla já somava mais de 7 milhões de cópias vendidas.

Rick e Renner se separaram no fim de 2010, quando o cantor passou a usar o nome artístico "Rick Sollo" na carreira solo. Os dois voltaram a se apresentar juntos em 2018, com o álbum e turnê Seguir em Frente, e seguiram levando o projeto "Em Nome da Música" aos palcos brasileiros até a morte do cantor.