Interior
Laudo do IML confirma sufocação em bebê com 29 dias de idade
Exame aponta sinais compatíveis com asfixia; Polícia Civil apura circunstâncias da morte em Pariconha
O Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca divulgou nesta segunda-feira (15) o resultado da análise feita no corpo da recém-nascida de 29 dias que chegou já sem vida ao Hospital Regional do Alto Sertão, em Pariconha, no último sábado (13). O laudo identificou sinais compatíveis com asfixia, como coloração arroxeada no rosto e pescoço, inchaço no cérebro, excesso de ar nos pulmões e órgãos internos congestionados.
Segundo o médico-legista responsável, não foram encontrados objetos ou bloqueios nas vias respiratórias que justificassem uma obstrução interna, o que reforça a hipótese de sufocação provocada por agente externo. O documento foi encaminhado à Polícia Civil de Alagoas, que conduz as investigações.
A bebê, identificada como Raíra Alves da Silva, foi levada pela mãe ao hospital após ser encontrada arroxeada e com sangramento nasal. Conforme relato registrado em boletim de ocorrência, a mãe informou ter ingerido bebida alcoólica e dormido ao lado dos filhos. Uma das crianças teria percebido o estado da recém-nascida e alertado a mãe.
A Polícia Civil confirmou que a mãe já prestou depoimento e que diligências seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.
"NOTA
O Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca concluiu o exame tanatoscópico realizado em um recém-nascido de 29 dias, que deu entrada, já em óbito, no Hospital Regional do Alto Sertão, no último sábado (13).
Os achados periciais do exame, conduzido pelo médico-legista Dr. Francisco Pessoa, revelaram um conjunto de sinais anatomopatológicos compatíveis com asfixia por sufocação direta. Entre os sinais observados, destacam-se cianose cervicofacial, edema cerebral, pulmões hiperinsuflados e congestão do baço e do fígado.
Durante a necropsia, não foi identificado qualquer corpo estranho na traqueia ou nas vias aéreas superiores que justificasse uma obstrução respiratória interna. Dessa forma, os elementos técnicos apontam para um mecanismo de sufocação provocado por agente externo, capaz de impedir a entrada de ar nos pulmões.
O laudo pericial completo foi encaminhado à autoridade policial competente, que conduzirá as investigações para o esclarecimento das circunstâncias do caso."
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