Interior
Ataque misterioso em Craíbas deixa carneiros mortos
Mistério da morte de animais chegou ao Agreste alagoano, deixando temerosa moradores do Povoado Lagoa Nova
Ataques com mortes de animais têm intrigado moradores do Agreste e da região ribeirinha de Alagoas. No último fim de semana, no município de Craíbas, a 146 quilômetros de Maceió, 21 carneiros foram encontrados mortos, apresentando perfurações principalmente na região do pescoço.
Um dos casos ocorreu no povoado Lagoa Nova, onde dez animais morreram. Outros que estavam no mesmo sítio ficaram feridos e seguem recebendo cuidados. Criadores relatam medo e incerteza sobre o que pode ter provocado os ataques.
O que mais chama atenção, segundo os moradores, é a ausência de sangue nos corpos dos animais. “Falaram que pode ter sido ataque de cães, mas os ferimentos são muito estranhos, com furos debaixo da cabeça e no pescoço. Se fosse cachorro, a pele ficaria dilacerada e o buraco mais aberto”, afirmou um morador.
Dias antes, registros semelhantes já haviam sido feitos no município de São Brás, a cerca de 10 quilômetros de Porto Real do Colégio. No povoado Lagoa Comprida, na propriedade de Edmilton Miguel dos Santos, conhecido como Zitô, pelo menos dez animais — entre porcos, ovelhas e cachorros — foram encontrados mortos com características parecidas.
Também há relatos de mortes de três porcos, outras ovelhas e dois cachorros em diferentes localidades da região ribeirinha.
No início do mês, em Porto Real do Colégio, cinco coelhos foram encontrados mortos no quintal de uma residência no Sítio Belém. Segundo moradores, após o ataque, o possível predador deixou o local ao ser afugentado por latidos de cães.
Pegadas consideradas incomuns foram vistas nos locais dos ataques. Moradores afirmam que as marcas não se assemelham às de animais conhecidos na região. “São pegadas diferentes, que podem ser de um animal grande. Não são arredondadas como as de raposa ou onça”, relatou outro residente.
Uma das hipóteses levantadas é a de que os ataques tenham sido provocados por uma matilha de cães em estado selvagem, possivelmente por abandono ou fome. No entanto, criadores contestam essa possibilidade e acreditam que os casos podem envolver um animal ainda não identificado.
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