Interior
Canal do Sertão: somente a gestão pública garante água para todos
Sindicato dos Urbanitários de Alagoas reafirma sua posição em defesa da manutenção do Canal do Sertão como um bem público
O Sindicato dos Urbanitários de Alagoas reafirma sua posição em defesa da manutenção do Canal do Sertão como um bem público, alertando para os riscos de sua entrega ao capital privado. A entidade sindical argumenta que a privatização de infraestruturas essenciais como o Canal do Sertão pode acarretar prejuízos significativos para as populações mais vulneráveis, uma realidade já observada com a privatização dos serviços de distribuição de água no estado.
O Canal do Sertão Alagoano é uma obra de infraestrutura hídrica de grande relevância para o desenvolvimento do semiárido alagoano. Ele representa não apenas o acesso à água, mas também a promoção da produção de alimentos, a autonomia do povo sertanejo, a geração de renda e a dignidade para milhares de famílias.
O Canal do Sertão, construído com vultosos recursos públicos, deve manter sua gestão pública para atender à população, especialmente os mais pobres. O governo, ao investir em uma obra de tal magnitude, tem a responsabilidade inalienável de garantir o acesso à água, um direito humano fundamental, e não pode se eximir dessa obrigação social ao privatizar o serviço.
“Para as populações mais pobres do semiárido, o Canal do Sertão é vital, pois garante o acesso à água para consumo humano e para a agricultura familiar, elementos essenciais para a subsistência e o desenvolvimento local, combatendo a escassez hídrica que historicamente assola a região”, afirma Dafne Orion.
A preocupação central dos Urbanitários é que a privatização transforme essa obra fundamental em um ativo de mercado, sem o compromisso social necessário para combater a seca e atender às necessidades das comunidades locais.
Esse entendimento dos Urbanitários é embasado em experiências anteriores de privatização dos serviços de saneamento em Alagoas. A entidade aponta que a entrega da distribuição da água para a iniciativa privada em Alagoas, resultou em uma piora na qualidade dos serviços e um aumento considerável nas contas de água para a população.
Diante desse cenário, o Sindicato dos Urbanitários de Alagoas reforça a necessidade de uma gestão pública, transparente e comprometida com os interesses da população para o Canal do Sertão. “A defesa da água como um direito e não como uma mercadoria é a base para garantir que o desenvolvimento do semiárido alagoano beneficie a todos, especialmente aqueles que mais precisam”, conclui a presidenta Dafne Orion.
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