Interior

Um ano após estupro em Coité do Nóia, acusado segue foragido e vítima ainda sofre sequelas

Por Tribuna Hoje com agências 05/12/2025 08h58
Um ano após estupro em Coité do Nóia, acusado segue foragido e vítima ainda sofre sequelas
Crime aconteceu na noite de 6 de dezembro de 2024, durante uma confraternização escolar - Foto: Reprodução

Quase um ano depois da confraternização na zona rural de Coité do Nóia, onde a jovem Maria Daniela Ferreira Alves foi dopada, agredida e estuprada, o principal suspeito, Victor Bruno da Silva, continua foragido. Daniela segue em tratamento psiquiátrico e fisioterapêutico e enfrenta dificuldades de mobilidade decorrentes das agressões.

Segundo a Polícia Civil, falsas informações repassadas ao longo das investigações prejudicaram o trabalho de localização do acusado. O inquérito conduzido pela Delegacia de Palmeira dos Índios foi concluído no início deste ano, enviado à Justiça e resultou na decretação da prisão de Victor Bruno. Ainda assim, o paradeiro dele permanece desconhecido.

“Muitas denúncias chegam, mas são desencontradas. Dizem que ele fugiu, que está na Bolívia ou que continua escondido em Coité do Nóia. São informações falsas que atrapalham a investigação”, explicou o policial civil Diogo Martins, integrante da equipe responsável pelo caso.

O crime

De acordo com o laudo toxicológico, Daniela foi dopada antes de sofrer o estupro. O crime ocorreu em uma chácara pertencente à família do suspeito, no Povoado Poção. Horas depois, segundo familiares, ela foi levada pelo próprio acusado a uma unidade de saúde, desorientada, com manchas de sangue no vestido e na região genital, além de sinais de traumatismo craniano.

Diante da gravidade, Daniela foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu em coma por quatro dias. Hoje, ainda enfrenta graves sequelas físicas e emocionais.

A família e a polícia reforçam o pedido para que qualquer informação sobre o paradeiro de Victor Bruno seja comunicada às autoridades, para que o caso siga para julgamento e a vítima tenha acesso à justiça.