Interior

Órgãos incentivam estabelecimentos de Arapiraca a contratarem jovens do Tiro de Guerra

Município é um dos que mais cumprem a cota de aprendizagem no país, com 90% das vagas de aprendizes preenchidas

Por Ascom MPT/AL 31/03/2025 17h51
Órgãos incentivam estabelecimentos de Arapiraca a contratarem jovens do Tiro de Guerra
MPT, SRTb e Senac Alagoas realizaram audiência coletiva com estabelecimentos de Arapiraca para apresentar jovens do Tiro de Guerra - Foto: Ascom MPT/AL

Em mais uma ação de fortalecimento da aprendizagem profissional no Estado de Alagoas, o Ministério Público do Trabalho (MPT/AL), a Superintendência Regional do Trabalho (SRTb/AL) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) realizaram, na sexta-feira passada (28), uma audiência coletiva em Arapiraca para discutir o preenchimento das vagas de aprendizes com jovens do Tiro de Guerra.

A audiência coletiva mobilizou 156 estabelecimentos do município do Agreste Alagoano que buscam o cumprimento da cota de aprendizagem prevista na legislação trabalhista.

Pelo MPT/AL, estiveram presentes as procuradoras do Trabalho Cláudia Soares e Marcela Dória, que tiveram a companhia do auditor-fiscal do Trabalho Leandro Carvalho. Representantes do Senac/AL e do Tiro de Guerra de Arapiraca também falaram da atuação de suas respectivas instituições.

A coordenadora-regional da Coordenadoria de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância) do MPT, Cláudia Soares, disse que Arapiraca se destaca nacional e localmente com um dos maiores percentuais de preenchimento das vagas de aprendiz.

“Ao todo, cerca de 90% das vagas obrigatórias estão preenchidas com adolescentes e jovens de idade entre 14 e 24 anos. Mas ainda há vagas residuais. Nós começamos a focar agora nas pequenas empresas, que tem uma ou duas vagas para aprendizes para serem contratados e, assim, subir um pouco mais esse percentual”, explicou a procuradora.

Já a coordenadora da Procuradoria do Trabalho no Município de Arapiraca, Marcela Dória, colocou-se à disposição dos estabelecimentos para facilitar o preenchimento das vagas restantes.

“Podemos esclarecer dúvidas, falar da concessão de prazos. Porque a ideia, realmente, é ter uma atuação em parceria com as empresas, pelo diálogo social. No ano passado, só precisei ajuizar uma ação civil pública para garantir o cumprimento da cota de aprendizagem por uma empresa local enorme, o que envolveu também o pagamento de indenização por danos morais coletivos”, lembrou a representante do MPT.

“Quero dizer a esses jovens, conhecidos como ‘atiradores’, que não será o auditor-fiscal do Trabalho, nem a procuradora do Trabalho quem vai obrigar a empresa a contratar vocês. A gente está aqui para fazer esse meio de campo junto ao time que está ganhando, o de Arapiraca, para fazer mais um gol”, exaltou o auditor-fiscal do Trabalho, Leandro Carvalho, mencionando que a parceria com os Tiros de Guerra só ocorre, até o momento, nos estado de Alagoas e da Paraíba.

O diretor-regional do Senac em Arapiraca, Felipe Dietschi, comemorou a realização conjunta da audiência coletiva: “É um fortalecimento dessa atuação em rede, junto ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério do Trabalho e Emprego e principalmente aos empresários, que atenderam ao nosso chamado. Vamos transformar vidas a partir do programa de aprendizagem”.

A unidade do Senac em Arapiraca oferece cursos de aprendizagem profissional de qualificação em serviços administrativos, de supermercados e de vendas.

Tiro de Guerra

De acordo com as Forças Armadas, o Tiro de Guerra (TG) é um órgão de formação da reserva do Exército Brasileiro, encarregado de preparar cidadãos para compor a reserva mobilizável.

Os TG estão localizados em cidades que não possuem unidades militares, permitindo assim que jovens que completam 18 anos prestem o serviço militar obrigatório sem precisar se deslocar para outras localidades. Os jovens que servem nos TG são denominados “atiradores”.

Os atiradores recebem instrução militar em horários diferenciados, podendo conciliar o serviço militar com trabalho e/ou estudos. Durante um período de 10 meses, o atirador participa de atividades específicas das Forças Armadas, como treinamento físico militar, marchas, acampamentos, instruções de armamento e tiro, camuflagem, primeiros socorros, prevenção e combate a incêndios, entre outras.

De acordo com o chefe do Tiro de Guerra em Arapiraca, subtenente Adeílton Lima, entre as qualidades que tornam os jovens do Tiro de Guerra competitivos para o ingresso no mundo do trabalho, por meio da aprendizagem profissional, estão a disciplina e os valores cívicos obtidos junto ao Exército Brasileiro.

“Aproveitem essa mão-de-obra disponível que vocês têm no Tiro de Guerra. Preparar o profissional, deixá-lo em condições de trabalho, isso é mais simples. Porém, conseguir hoje, no mercado de trabalho, alguém com comprometimento, é mais difícil. Some-se a essa vantagem a nossa parceria com Senac, que dispõe de cursos de profissionalização para atender a necessidade das empresas locais”, defendeu o militar.