Interior
Acidente na Serra da Barriga chega a 30 dias ainda sem solução
Ônibus continua no fundo da ribanceira e laudo pericial ainda não saiu; perícia alega dificuldades de acesso ao local

Mais de um mês depois, o ônibus que caiu em uma ribanceira em União dos Palmares e vitimou fatalmente 20 pessoas continua no mesmo lugar. O acidente completou 30 dias no último dia 24. Neste intervalo, devido às condições de difícil acesso para se chegar ao local em que o ônibus está, o Instituto de Criminalística de Maceió não conseguiu enviar peritos para coletar informações que possam determinar a causa do acidente. A perícia é fundamental para a conclusão das investigações e do inquérito policial.
O delgado de União dos Palmares, Guilherme Iusten, confirmou ao jornal Tribuna Independente que aguarda a remoção do ônibus para dar continuidade ao processo investigativo para entender a dinâmica do acidente, determinar as causas da tragédia e identificar responsabilidades. No veículo, havia 47 pessoas, mais o motorista. Vinte e oito pessoas sobreviveram ao sinistro.
“O trabalho pericial é imprescindível para conclusão do inquérito. Todavia a perícia ainda não pode ser realizada, porque o local onde o ônibus está coloca em risco a vida dos peritos. Eles estão adquirindo um cabo de aço de 200 metros, sem emenda, para poder içar o ônibus e realizar o trabalho pericial”, detalhou o delegado. A investigação aguarda uma empresa apresentar orçamento para retirar o veículo do local.
Segundo o Instituto de Criminalística, o ônibus está situado em um local de difícil acesso, preso pelas extremidades apenas pela vegetação nativa e com grande risco de deslizamento.
“Os trabalhos realizados pela equipe coordenada pelo perito criminal Nivaldo Cantuária apontaram a impossibilidade de desmontar o veículo e realizar a perícia interna sem o risco iminente de um novo acidente, inclusive de colocar em risco as vidas dos integrantes da equipe pericial”, informou o Instituto.
O chefe do Instituto de Criminalística de Alagoas, perito criminal Charles Mariano, ressaltou que a remoção do ônibus é fundamental para que o trabalho de investigação seja realizado com segurança.
Segundo ele, não há segurança para que os peritos realizem uma investigação detalhada nas partes internas do veículo. “A posição instável do ônibus representa risco de novos desastres. A instabilidade do ônibus na ribanceira dificulta a movimentação no local e coloca em risco a integridade dos profissionais responsáveis pela perícia”, informou o chefe do Instituto.
Perito afirma que é preciso levar ônibus para um terreno mais plano
O chefe do IC, Charles Mariano, visando garantir a segurança de todos, diz que é imperativo que o ônibus seja deslocado para um terreno mais plano, de forma a eliminar o risco de capotamento adicional.
“Nas condições atuais, não é possível realizar a entrada no interior do veículo nem proceder à desmontagem de peças para uma análise detalhada, devido ao elevado risco de um novo acidente”, alertou Charles Mariano.
O trabalho da Polícia Científica iniciou-se logo após o acidente, com uma primeira perícia realizada no dia da tragédia. Naquele dia, o trabalho foi focado na análise da pista e nos corpos das vítimas.
No entanto, as condições de visibilidade reduzida e o risco para a equipe levaram os peritos a retornarem ao local na manhã do dia seguinte, 25 de novembro, para uma nova análise.
O perito crimina Marcelo Velez, responsável pelas perícias, explicou que nesse segundo momento foi possível realizar uma inspeção nas avarias mais evidentes do veículo e confirmar a posição em que ele parou.
Embora a análise inicial tenha fornecido algumas pistas, a necessidade de uma nova perícia nas partes internas do ônibus é evidente para o esclarecimento completo das causas do sinistro que deixou, além dos 20 mortos, deixou 28 pessoas feridas.
No dia 24 de novembro, um ônibus escolar, cedido pela Prefeitura de União dos Palmares, com 47 passageiros a bordo, além do motorista, perdeu o controle na subida da Serra da Barriga devido a uma falha mecânica.
O veículo seguia para o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, quando ocorreu oi acidente.
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