Interior
“Pantanal alagoano” recebe peixamento da Codevasf para manutenção do estoque pesqueiro
A várzea da Marituba do Peixe, conhecida como Pantanal Alagoano, recebeu na sexta-feira (18) mais uma ação de repovoamento da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) com a inserção de 150 mil peixes de espécies nativas.
Importante berçário para espécies nativas da bacia hidrográfica do rio São Francisco, o Pantanal Alagoano deve receber dois peixamentos anuais da Codevasf como forma de manter o estoque pesqueiro e de garantir a renda e a segurança alimentar a centenas de famílias por meio do pescado.
De acordo com Vinícius Dias Filho, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba, unidade da Codevasf responsável pela produção dos peixes usados nos repovoamentos, foram inseridos cerca de 150 mil alevinos das mais diversas espécies nativas produzidas no centro.
“Neste repovoamento, foram soltos na várzea as espécies curimatã-pacu, conhecida na região como xira, curimatã-piôa, cari amarelo, pacamã, piau verdadeiro e piaba. Além do peixamento, realizamos o repasse de alevinos da espécie tambaqui a piscicultores familiares que tem na atividade um meio de complementação da renda e de alimentação para a família”, afirmou o chefe do centro.
O peixamento foi acompanhado por famílias de pescadores artesanais e de piscicultores familiares da várzea, uma área de proteção ambiental estadual localizada entre os municípios alagoanos de Penedo, Piaçabuçu e Feliz Deserto.
Um dos pescadores que participou do repovoamento foi Augustinho Cândido, 47 anos. Neto e filho de pescadores, ele vê nos peixamentos realizados pela Codevasf uma forma de sobrevivência das famílias da várzea. “Eu agora vou esperar o resultado. O peixamento aumenta a quantidade de peixes e já estou de olho nas xiras. É o meio que temos de vida. Pesco para vender e para alimentar minha família”, declarou.
O presidente da Associação dos Moradores e Agricultores Familiares dos Povoados Marituba do Peixe e Boa Esperança, Jason Firmino, comemorou o peixamento. “Essa parceria da comunidade com a Codevasf é importante para que possamos ter sempre pescado na Marituba do Peixe. Também é importante destacar o apoio às famílias que criam peixes, pois, em sua maioria, esse pescado é utilizado para alimentar a família, vendendo apenas o excedente”, revelou.
Presente ao peixamento, o vereador Derivan Thomaz, que é morador da comunidade Marituba do Peixe, pediu às famílias presentes que monitorem os resultados do repovoamento. “O Vinícius (chefe do centro integrado da Codevasf) já orientou que as famílias façam o acompanhamento do desenvolvimento dos alevinos para ver como as espécies estão se comportando. Agora pedimos a Codevasf que os peixamentos aconteçam duas vezes ao ano na festa daqui da Marituba do Peixe e no povoado Marcação, durante a festa da comunidade, beneficiando mais de sete comunidades de pescadores artesanais”, afirmou.
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