Esporte

16 de setembro de 2018 18:35

Santos e São Paulo ficam no zero em jogo de poucas alternativas

Empate por 0 x 0 foi ainda pior para o São Paulo, que, mesmo líder, tem de torcer para o Inter ser derrotado pela Chapecoense

↑ Foto: Reprodução

Santos e São Paulo não saíram do zero neste domingo (16) na Vila Belmiro, em jogo de pouca criatividade e muita marcação.

O resultado foi pior para o São Paulo, que corre o risco de se distanciar da primeira colocação do Brasileiro, mesmo tendo assumido a liderança provisória, chegando aos 50 pontos.

O São Paulo, porém, deixou claro que o maior objetivo era não perder, pensando, de forma estratégica, na próxima rodada, quando é o favorito para vencer o América (MG), no Morumbi.

A equipe são-paulina torce agora para derrota do Inter, que tem 49 pontos, para a Chapecoense nesta segunda-feira (18), em Chapecó, no complemento da 25ª rodada do Brasileiro.

Para o Santos, o empate manteve a equipe na fase intermediária, com 32 pontos, em situação bem melhor do que há algumas semanas, quando o técnico Cuca assumiu o comando da equipe.

Poucas chances

O time santista tomou mais a iniciativa no primeiro tempo, sem, no entanto, criar alguma chance com real perigo.

Buscava aproveitar os espaços pelos lados do campo, como Derlis González pela direita e Rodrygo pela esquerda.

O São Paulo, por outro lado, se colocava atrás do meio-campo, tentando surpreender com lançamentos longos. E não criou nenhuma chance.

Aos 5 minutos, numa de suas escapadas, Rodrygo dribla pela esquerda e, ao tentar passar por Bruno Alves, recebe uma falta violenta. O são-paulino recebeu o amarelo.

O Santos continuou insistindo e, no minuto seguinte, Derlis cruzou e Rodrygo não alcançou. Aos 10, foi a vez do habilidoso Everton receber entrada violenta de Derlis, que sequer recebeu cartão.

Diego Aguirre montou o São Paulo com uma defesa móvel. Arboleda, quando a equipe tinha a bola, atuava como lateral, e recuava para a zaga sem a bola.

Isso dava liberdade para o lateral João Rojas avançar e ajudar o meio. Assim, o São Paulo esboçou tocar mais a bola a partir dos 15 minutos. Mas logo voltou a recuar.

Para se livrar do forte bloqueio são-paulino, Carlos Sanchez avançava pelos lados, buscando as jogadas com Derlis ou cruzamentos para a área, infrutíferos.

O primeiro chute a gol só foi ocorrer aos 29, quando o hábil Rodrygo driblou dentro da área e finalizou rasteiro, para Sidão agarrar.

A melhor chance veio aos 40, quando Gabigol não alcançou e o cruzamento quase surpreendeu Sidão.

Defesa bem montada

Diante de um time sem ímpeto ofensivo, o Santos, por outro lado, encontrava uma defesa muito bem montada, em sintonia com o meio-campo. E quando Rodrygo conseguia furar esse bloqueio, era parado com faltas. Aos 41 foi a vez de Arboleda receber o amarelo.

Faltava ao São Paulo uma maior participação de seus jogadores mais criativos: Nenê e Diego Souza que, no entanto, estavam muito marcados. Ficaram ainda mais isolados quando Everton, contundido, deixou o campo, substituído por Liziero, menos ofensivo.

O São Paulo avançou a marcação no segundo-tempo. E procurou pressionar, mas conseguindo apenas alçar bolas na área. As equipes começaram a apelar ainda mais para as faltas. O jogo ficou mais truncado.O destaque são-paulino era Jucilei, que marcava e buscava acionar os meias em velocidade.

Aos 27, em uma jogada surpreendente, Victor Ferraz lançou Rodrygo, que ganhou na corrida de Arboleda mas tocou para fora cara a cara com Sidão, perdendo o gol do jogo.

Mas esse estilo de jogo, baseado em lançamentos, foi muito pouco para um time que jogava em casa. Mas o São Paulo também não teve a ousadia necessária para obter a vitória, possivelmente pensando na possibilidade de vencer em casa na próxima rodada.

O São Paulo é o favorito diante do América (MG), no Morumbi, às 16h, no sábado (22). Já o Santos vai a Belo Horizonte, onde enfrenta o Cruzeiro, no domingo (23), às 19h.

Fonte: R7

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