Esporte

2 de maio de 2017 16:05

Grêmio enfrenta frio, clima seco e altitude em jogo no Chile

Tricolor orienta jogadores a se hidratarem e tomar cuidados com temperaturas em Calama

O Grêmio está no meio do deserto do Chile. Literalmente. Uma hora de carro e poderia passear por San Pedro de Atacama, ponto turístico do país. Mas está em uma pequena cidade, Calama, no pé da Cordilheira dos Andes. A geografia da capital da província de El Loa traz uma série de fatores extracampo que podem trazer alguns empecilhos para o elenco, além do próprio Iquique.

Nesta quarta, a partir das 19h30 (de Brasília) o Tricolor tenta confirmar a classificação no Grupo 8 da Libertadores – com um empate, já estará garantido nas oitavas de final. Mas terá de enfrentar, além dos chilenos, alguns fatores externos ao jogo, como a grande variação de temperatura, o clima seco e a altitude. Presente em Calama, o GloboEsporte.com vivenciou as primeiras horas da preparação gremista para o duelo e traz alguns detalhes abaixo.

HIDRATAÇÃO

O clima em Calama é extremamente seco. A última vez a chover na cidade foi há mais de três meses. E, ainda assim, “umas gotinhas”, conforme relatam moradores. A preocupação gremista é com a hidratação dos atletas. A orientação é para que todos bebam muita água, durante e após os trabalhos. No treino de segunda, além das paradas normais entre as atividades, comissão técnica e estafe agiram rápido para entregar isotônicos aos atletas após o encerramento.

– O clima é muito seco, os jogadores estão orientados a beber bastante água – diz o vice de futebol Odorico Roman.

A preocupação é mantida também durante os períodos de descanso. Na chegada ao hotel que hospeda a delegação, uma mesa com diversas garrafas de água aguardava os jogadores em frente ao elevador. Cada jogador precisava pegar uma antes de subir para o quarto. Na manhã desta terça, os profissionais do clube foram a um mercado local e voltaram abastecidos com o estoque de água novamente.

ALTITUDE

Renato pediu atenção com tempo de bola na altitude (Foto: Eduardo Moura / Globo Esporte)

O Grêmio minimiza os efeitos da altitude. Em conversa com o GloboEsporte.com, Roman afirmou que não haveria nenhum tipo de atenção especial com o fato de Calama estar a cerca de 2,4 mil metros acima do nível do mar. Mas é possível sentir algumas alterações, como dor de cabeça leve. O volante Michel relatou estar sentindo um pouco. Pessoas que integram a delegação do Grêmio também relataram problemas, como dificuldade para respirar.

– Particularmente estou sentindo um pouco, o clima é meio seco, dá uma dificuldade de respirar, mas temos que passar por cima disso e estar preparado para qualquer coisa. Ainda não teve conversa, mas alguns jogadores que já jogaram na altitude e por aqui devem passar alguma coisa, o Renato também deve passar alguma coisa para a gente – comentou Michel.

Renato também deu outra orientação específica aos jogadores. Que todos ficassem atentos na hora dos passes. Por conta do ar mais rarefeito, mesmo que não tanto quanto em outras cidades, como Quito ou La Paz, o treinador orientou toques no tempo correto. Os goleiros também foram bastante exigidos no trabalho com o preparador de goleiros Rogério Godoy.

TEMPERATURA

Por conta do clima desértico, faz muito frio pela manhã e à noite, com temperaturas abaixo dos 10°C – embora, nos horários próximos ao meio-dia, faça bastante calor. Como o jogo ocorrerá já com o sol baixo, a partir das 19h30, mesmo com o horário de verão local, a preocupação gremista é com um bom trabalho de aquecimento, para evitar o risco de lesões musculares.

A grande variação de temperatura em algumas horas também traz preocupações com a saúde dos atletas. Imediatamente após o apito final no treino da segunda-feira, os jogadores receberam agasalhos das mãos de integrantes da rouparia e auxiliares de vestiário. Tudo para evitar novos problemas para o jogo.

Geromel e Jailson, logo após o treino, já vestiram o agasalho (Foto: Eduardo Moura / GloboEsporte.com)

Fonte: Globo Esporte

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