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Filme da Netflix expõe método de enfermeiro serial killer

O Enfermeiro da Noite, da Netflix, voltou ao foco após o caso de três técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes em Taguatinga

Por Juliana Barbosa com Televisão/Metrópoles 22/01/2026 17h33
Filme da Netflix expõe método de enfermeiro serial killer
O Enfermeiro da Noite, da Netflix, voltou ao foco após o caso de três técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes em Taguatinga - Foto: Divulgação/Netflix

O filme O Enfermeiro da Noite, lançado pela Netflix em 2022, voltou aos holofotes após o chocante caso dos três técnicos de enfermagem presos sob acusação de matar ao menos três pacientes dentro da Unidade de Terapia Intensivo (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).

O longa, protagonizado por Eddie Redmayne e Jessica Chastain, é baseado na história real de Charles Cullen, serial killer de Nova Jersey. Ele assassinou dezenas de pacientes durante 16 anos trabalhando como enfermeiro.


Cullen matava os pacientes por overdose de medicamentos. Segundo ele, o motivo seria poupar as pessoas para que não sofressem mais e precisassem enfrentar tratamentos mais intensos.

Ele foi preso em 12 de dezembro de 2003 quando trabalhava na UTI de um hospital em Nova Jersey. O serial killer foi condenado em março de 2006 a 11 prisões perpétuas e cumpre pena desde então na Prisão Estadual de Nova Jersey, em Trenton.

O caso que chocou o Brasil

Os técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva teriam matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.


A motivação do crime ainda é investigada.

O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio hospital, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.

O delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão, explicou como os suspeitos atuavam e detalhou que, em um caso específico, o técnico de enfermagem administrou um produto químico de limpeza no paciente.


“Em um dos casos, ele sugou um desinfetante no quarto de um paciente com a seringa e aplicou ao menos 10 vezes no paciente”, afirmou o delegado. 



Inicialmente, os presos tentaram negar os crimes dizendo que apenas aplicavam os medicamentos que eram indicados pelos médicos. No entanto, ao serem confrontados com as provas dos crimes, os investigados não apresentaram arrependimento e demonstraram frieza total, segundo o delegado. Ao confessar o crime, o grupo não explicou a motivação.


A investigação deverá indiciar os suspeitos pelo crime de homicídio doloso qualificado com impossibilidade de defesa da vítima.