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Tumor ósseo raro no crânio: entenda a doença que afetou filho do cantor Wesley Safadão
Filho do cantor e da influenciadora foi diagnosticado com histiocitose de Langerhans, condição rara que afeta os ossos; cirurgia foi bem-sucedida
Yhudy, filho de 14 anos de Wesley Safadão e Mileide Mihaile, precisou passar por uma cirurgia de emergência para retirada de um tumor ósseo raro no crânio. A notícia foi divulgada nesta quarta-feira (24) pelos pais, que pediram respeito à privacidade da família. O procedimento, realizado na última sexta-feira (19), foi bem-sucedido, e o adolescente já está em casa, em recuperação.
A condição que atingiu Yhudy é chamada de "granuloma eosinófilo", uma manifestação da histiocitose de Langerhans, doença rara que afeta principalmente ossos como o crânio, a coluna e as costelas. Embora o diagnóstico possa assustar, o neurocirurgião Guilherme Rossoni tranquiliza: "Ele é um tipo de tumor raro... e pode causar dor e inchaço no local afetado", disse o especialista à "Quem", destacando que na maioria dos casos trata-se de uma formação benigna.
Entre os principais sinais de alerta estão dores persistentes que não melhoram com remédios comuns, inchaços visíveis e, dependendo da localização da lesão, dificuldade para se mover ou até sintomas neurológicos. "O alerta para os pais é sempre observar quando a dor da criança não passa, atrapalha o sono ou vem acompanhada de inchaço", explica Rossoni.
A causa exata da histiocitose de Langerhans ainda não é conhecida, mas em quadros mais agressivos, quando afeta várias partes do corpo, o tratamento pode incluir quimioterapia. Felizmente, a maioria dos casos é resolvida com cirurgia, e a recuperação tende a ser rápida, embora envolva repouso, fisioterapia e acompanhamento médico para garantir a cicatrização completa.
O prognóstico, segundo especialistas, é positivo. "Quando tratado adequadamente, o adolescente pode e deve ter uma vida normal", afirma Rossoni. Apenas em situações mais graves, com compressão da medula ou múltiplas lesões, podem surgir complicações, o que é raro. O caso de Yhudy reforça a importância de estar atento a sintomas persistentes em crianças, mesmo quando aparentemente inofensivos.
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