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2 de janeiro de 2021 19:58

Estudo mostra que 2020 teve recorde de diretoras comandando filmes lucrativos

Pesquisa da Universidade de San Diego vê maior presença de cineastas na lista dos 100 filmes mais rentáveis do ano

↑ Patty Jenkins e Gal Gadot em Mulher-Maravilha 1984 (Foto: Reprodução)

Apesar de 2020 ter sido bastante complicado para o cinema, o ano foi recordista quando se trata da presença de diretoras na indústria. Segundo o Departamento Para Estudos de Mulheres na TV e Cinema, da Universidade de San Diego, nos EUA, 16% dos diretores que assumiram os 100 filmes lucrativos no ano são mulheres [via Variety].

Pode parecer uma porcentagem baixa, mas é um aumento significativo dos últimos anos. Em 2019, esse valor era de 12%, enquanto em 2018 as cineastas representavam meros 4% dos profissionais por trás das câmeras em filmes lucrativos. Os destaques do ano incluem nomes como Patty Jenkins por Mulher-Maravilha 1984, e Chloe Zhao por Nomadland, um dos queridinhos para brilhar na temporada de premiações de 2021.

Vale lembrar que o recorde se trata apenas de diretoras dos 100 filmes mais lucrativos de 2020. Em outras funções, mulheres representam 28% dos produtores e 21% dos produtores-executivos, um aumento de dois pontos em cada categoria em relação à 2019. Quem aumentou levemente foi a quantidade de diretoras de fotografia, que agora representam 3% dos profissionais nos filmes mais lucrativos (um ponto a mais que no ano anterior), mas também houveram quedas. As roteiristas representam 12% (uma queda de oito pontos), e as editoras, 18% (queda de cinco pontos em relação à 2019).

Por fim, o estudo também observou que filmes dirigidos por mulheres tendem a ter outras profissionais em cargos de peso. Dos longas comandados por diretoras, 53% também foram escritos por mulheres, 39% tiveram editoras, 13% tiveram trilha sonora por compositoras. Para referência, nos filmes dirigidos por homens, a porcentagem é bem menor para mulheres roteiristas (8%), editoras (18%) e compositoras (4%). Basicamente, mulheres tendem a empregar mais mulheres, enquanto homens empregam outros homens.

O estudo é conduzido pela universidade há duas décadas, e a edição de 2020 foi supervisionada pela diretora do departamento, a doutora Martha Lauzen, que comentou os resultados: “As boas notícias é que vimos dois anos consecutivos de crescimento para diretoras”, falou em comunicado. “Isso quebra um padrão histórico recente em que os números crescem em um ano e despencam no seguinte. As más notícias é que quase 80% dos filmes mais lucrativos ainda não tem uma mulher no comando.”

Fonte: Omelete / Texto: Arthur Eloi

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