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Em "Os Dias Eram Assim", professora "subversiva" é torturada com estupro
A personagem de Mariana Lima ficará traumatizada pela tortura em Os Dias Eram Assim. Considerada subversiva, a professora universitária Natália será presa e torturada pelos militares no capítulo previsto para a próxima terça-feira (23). Lembranças da dor e da humilhação vão assombrar a professora pelo resto de sua existência. Na cena mais forte, ela será violentada com um bastão durante sessão de tortura comandada pelo delegado Amaral (Marco Ricca). Isso afetará sua vida sexual.
Um flashback entrará após Josias (Bukassa Kabengelele) chegar em casa e tentar fazer um carinho na mulher. Ele dará um beijo nela e gostará de ver que a professora percebeu sua demora para chegar em casa.
"Que bom que sentiu minha falta. Também sinto a sua", dirá. O contador dará um beijo no pescoço da mulher, que travará e se recusará a tomar um banho com ele.
Natália afirmará que não quer brigar nem falar desse assunto. "E vamos falar quando? Daqui a mais cinco anos? Porque é esse o tempo que não chega perto de mim! Não me deixa tocar em você! Pra onde você acha que nosso casamento vai assim?", perguntará o contador.
A cena será exibida a partir do dia 2, quando a novela já estará se passando em 1979. Atormentada, a professora fechará os olhos e lembrará dos berros de Amaral. "Vagabunda comunista, você gosta de negro, é?", dirá o delegado, que estourará os botões da blusa dela com violência. "A gente ainda nem começou, imunda!"
Ele pegará um bastão, passará pelas pernas dela, levantando a saia. Policiais acompanharão a cena. Natália estará em pânico. Em flashes curtos e rápidos, o público acompanhará seu desespero.
"Ela grita e tenta se desamarrar. Ela nua, na medida do possível, Amaral passando o bastão pelo corpo dela, enfia... Na dor de Natália", descrevem as autoras Angela Chaves e Alessandra Poggi no roteiro entregue à produção.
A sequência terminará com Natália encolhida no chão, aos prantos, cobrindo o rosto e tremendo de medo. Após nova passagem de anos, na terceira e última fase da trama, em 1983, a professora já terá procurado ajuda psicológica para tratar o trauma das torturas às quais foi submetida nos Anos de Chumbo.
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