Educação

Escola confirma agressão a menina de 9 anos e diz oferecer apoio psicológico em Arapiraca

Estudante está há três meses sem frequentar as aulas; direção afirma que aluno envolvido foi suspenso e que há transporte gratuito para atendimento especializado

Por Tribuna Hoje com GazetaWeb 06/11/2026 15h33
Escola confirma agressão a menina de 9 anos e diz oferecer apoio psicológico em Arapiraca
Stefane de Souza Silva, mãe da criança - Foto: Reprodução

A direção da Escola Municipal Zélia Barbosa Rocha, em Arapiraca, confirmou que uma menina de 9 anos foi puxada pelo braço por outro estudante dentro da unidade de ensino. O caso veio à tona após a mãe denunciar a agressão e relatar que a filha está há cerca de três meses sem voltar à escola por medo de sofrer novas violências.

Em entrevista à reportagem da GazetaWeb, nesta sexta-feira (6), a equipe gestora informou que a criança caiu após ser puxada e precisou ser levada ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA). Conforme a versão apresentada pela direção, não houve fratura.

A escola afirmou que o estudante apontado como responsável pelo episódio recebeu suspensão. A mãe dele também teria custeado os medicamentos utilizados no tratamento da menina.

Assistência psicológica


Sobre o acompanhamento da estudante, a direção informou que disponibilizou uma profissional de psicologia e que a família também pode recorrer aos serviços do Centro de Atendimento Educacional Especializado, ligado à Secretaria Municipal de Educação.

Para chegar ao local, a mãe precisa levar a criança até a escola. De lá, as duas podem utilizar o transporte gratuito oferecido pela rede municipal, com retorno garantido após o atendimento.

Segundo a direção, o veículo está disponível às segundas e terças-feiras, mas não faz o trajeto até a residência da família. A equipe afirma que a mãe já foi orientada sobre o funcionamento do serviço e solicita o retorno da menina à unidade para a retomada das atividades escolares e do acompanhamento psicológico.

Menina está há três meses fora da escola


A mãe da criança, Stefane de Souza Silva, relatou anteriormente que a filha desenvolveu medo de voltar à sala de aula depois dos episódios de violência. Desde então, a menina está afastada das atividades escolares há aproximadamente 90 dias.

Na denúncia, Stefane também afirmou que enfrenta dificuldades financeiras para custear o deslocamento necessário ao atendimento psicológico oferecido pelo município.

A direção, no entanto, sustenta que existe transporte gratuito para o serviço, desde que a estudante seja levada inicialmente à escola.

A equipe gestora acrescentou que a situação está sendo analisada pelo setor jurídico da Secretaria Municipal de Educação. A reportagem também procurou a pasta para obter informações sobre as providências adotadas pela rede municipal.