Interior

Mãe denuncia bullying e agressões contra filha de 9 anos em escola de Arapiraca

Criança está há três meses sem frequentar as aulas por medo de novas agressões; família busca atendimento psicológico e apoio do município

Por Tribuna Hoje com GazetaWeb 06/11/2026 11h38 - Atualizado em 06/11/2026 12h39
Mãe denuncia bullying e agressões contra filha de 9 anos em escola de Arapiraca
Stefane de Souza Silva, mãe da criança - Foto: Reprodução

Uma menina de 9 anos está há três meses sem frequentar a escola após sofrer episódios de bullying e agressões físicas na Escola Zélia Barbosa Rocha, localizada no bairro Nova Esperança, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. A mãe da criança, Stefane de Souza Silva, busca ajuda para conseguir acompanhamento psicológico para a filha, que tem diagnóstico de TDAH e também sofre de epilepsia.

As informações sobre o caso foram publicadas pelo portal Gazetaweb. Segundo o relato da mãe, a menina passou a ter medo de retornar à sala de aula depois de sofrer sucessivas situações de violência no ambiente escolar.

Na última ocorrência, a criança precisou ser encaminhada ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA) com um ferimento no braço. Após o episódio, Stefane procurou a Polícia Civil, registrou um Boletim de Ocorrência e levou a filha para realizar exame de corpo de delito.

A mãe afirma que a direção da unidade de ensino já havia sido informada sobre as agressões, mas, segundo ela, nenhuma medida efetiva foi adotada para impedir que os episódios continuassem.

Em entrevista publicada pela Gazetaweb, Stefane relatou que a filha sofre com ameaças e agressões por parte de outros estudantes. Entre as situações mencionadas estão arremessos de objetos, chutes nas partes íntimas e uma tentativa de provocar uma lesão no braço da menina.

"Ela chora muito e tem medo do menino matar ela", relatou a mãe.

Família pede acompanhamento psicológico


De acordo com Stefane, a filha apresenta resistência até mesmo à possibilidade de estudar em outra unidade de ensino. A criança chora e demonstra medo de voltar a conviver no ambiente escolar.

A situação também preocupa a família porque, segundo a mãe, a Secretaria Municipal de Educação tem cobrado o retorno da menina às atividades escolares, apesar das dificuldades enfrentadas após os episódios de violência.

Para que a filha consiga retomar os estudos, Stefane considera necessário que ela receba acompanhamento psicológico. No entanto, a família enfrenta dificuldades financeiras para custear o deslocamento até o local onde o município oferece o atendimento, em outro bairro.

Diante das dificuldades, a mãe procurou a imprensa para pedir que a Prefeitura de Arapiraca viabilize uma alternativa que permita à criança receber o acompanhamento necessário.

A unidade de ensino ainda não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.