Economia

Mesada por Pix e conta digital entram na rotina financeira de crianças e adolescentes

Por Assessoria 09/10/2026 10h55
Mesada por Pix e conta digital entram na rotina financeira de crianças e adolescentes
Mesada por Pix e conta digital - Foto: Imagem ilustrativa


O dinheiro das crianças e adolescentes já está deixando o cofrinho e chegando ao celular. Uma pesquisa da Serasa mostra que 28% das crianças recebem mesada por Pix, conta digital ou cartão, enquanto 73% tiveram acesso ao primeiro cartão ou conta antes dos 15 anos. Além disso, 39% já utilizam o Pix como forma de pagamento.

Para Glaucia Soares, planejadora financeira da Fire|ce, a mudança representa uma oportunidade para transformar ferramentas digitais em instrumentos de educação financeira. “O cofrinho ensina a guardar. A mesada ensina a escolher. A conta digital acrescenta uma terceira camada: ensina a administrar”, afirma.

Ao acompanhar saldo, gastos e recebimentos, o adolescente passa a visualizar de maneira mais concreta conceitos como planejamento e consumo consciente. Mas a autonomia precisa vir acompanhada de orientação. Os pais devem ensinar cuidados básicos de segurança, como não compartilhar senhas e códigos, conferir o destinatário antes de fazer um Pix e desconfiar de pedidos de transferência.

A conta digital também pode servir de ponto de partida para conversas sobre comportamento financeiro. Perguntas como “quanto você recebeu?”, “quanto gastou?” e “quanto ainda tem?” ajudam o jovem a perceber suas escolhas e consequências. O aprendizado é especialmente importante diante do cenário entre os jovens adultos: levantamento da CNDL/SPC Brasil aponta que 47% dos integrantes da Geração Z, entre 18 e 24 anos, não fazem controle das próprias finanças.

Do cofrinho ao planejamento familiar

A educação financeira pode acompanhar o crescimento da criança. O cofrinho ajuda os menores a compreender o hábito de guardar; a mesada estimula escolhas; e a conta digital amplia a possibilidade de administrar o próprio dinheiro. Aos poucos, os pais também podem apresentar conceitos de planejamento financeiro familiar.

Nesse contexto, o consórcio pode ser uma ferramenta de planejamento, dependendo do objetivo e do perfil da família. Ele pode fazer sentido para aquisições futuras, como imóvel, veículo ou outro bem, quando existe capacidade para assumir as parcelas e flexibilidade para esperar a contemplação.
“Mais importante do que perguntar se consórcio é bom ou ruim é entender qual é o objetivo, quando vou precisar do dinheiro e se tenho flexibilidade para esperar”, explica Glaucia.

A especialista ressalta que o recurso exige cautela quando o objetivo tem prazo definido. Despesas com educação, por exemplo, não devem depender de uma contemplação incerta, já que mensalidades e outros custos possuem datas determinadas. Nesses casos, uma reserva financeira específica pode ser mais adequada.

Crianças também podem aprender sobre escolhas
Incluir os filhos nas conversas sobre dinheiro não significa transferir preocupações de adulto para a criança. Situações simples, como comparar preços, montar uma lista de compras, diferenciar necessidades de desejos ou guardar dinheiro para alcançar um objetivo, podem se transformar em oportunidades de aprendizado.

“É importante ensinar sobre dinheiro sem fazer com que a criança sinta que precisa resolver os problemas financeiros da família. Ela pode aprender sobre escolhas, planejamento e responsabilidade sem carregar preocupações que são dos adultos”, afirma.

Para Glaucia, o objetivo da educação financeira não é ensinar os jovens simplesmente a gastar menos, mas ajudá-los a compreender que o dinheiro é uma ferramenta para fazer escolhas e alcançar objetivos. “Mais do que ensinar a não gastar, é importante ensinar a fazer escolhas.”

Sobre a Fire|ce

A Fire|ce é uma consultoria financeira dedicada ao desenvolvimento de estratégias personalizadas de planejamento financeiro. A partir de uma abordagem que une diagnóstico individual, definição de metas e acompanhamento contínuo, a empresa orienta clientes na construção de uma vida financeira equilibrada e sustentável. Suas soluções vão da organização de finanças pessoais à estruturação de investimentos, com foco em clareza, autonomia e realização de objetivos de longo prazo.