Economia

Alagoas tem 4º maior crescimento do valor da extração vegetal do país

Resultado passou de R$ 7,27 milhões, em 2024, para R$ 8,37 milhões, em 2025

Por Ascom IBGE/AL 24/09/2026 10h48 - Atualizado em 24/09/2026 17h48
Alagoas tem 4º maior crescimento do valor da extração vegetal do país
Estrela de Alagoas liderou em valor da produção; Palmeira dos Índios, na quantidade de produtos alimentícios - Foto: Divulgação

O valor da produção da extração vegetal em Alagoas cresceu 15,1% em 2025, o quarto maior avanço entre as unidades da Federação e o segundo maior do Nordeste. O resultado passou de R$ 7,27 milhões, em 2024, para R$ 8,37 milhões, segundo a Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada nesta quinta-feira (24), pelo IBGE.

A variação alagoana ficou atrás das registradas no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Piauí. O Nordeste apresentou crescimento de 8,2%, enquanto o Brasil registrou queda de 3,1%.

Apesar do avanço, Alagoas respondeu só por 0,12% do valor da extração vegetal do Brasil e por 0,60% do valor do Nordeste em 2025. Entre os estados nordestinos, Alagoas teve o segundo menor valor de produção, acima apenas de Sergipe.

Estrela de Alagoas registrou o maior valor da extração vegetal entre os municípios do estado, com R$ 898 mil em 2025. A castanha-de-caju foi seu principal produto extrativo, responsável por R$ 683 mil desse total. Palmeira dos Índios veio em seguida, com R$ 821 mil. Juntos, os dois municípios responderam por 20,5% do valor da produção extrativa alagoana.

Quando se considera a quantidade de produtos alimentícios da extração vegetal, Palmeira dos Índios aparece à frente: foram 216 toneladas em 2025, ante 145 toneladas no ano anterior. Estrela de Alagoas ficou em segundo lugar, com 155 toneladas, seguida de Traipu (50 toneladas), Água Branca (45 toneladas) e Piaçabuçu (44 toneladas).

No ranking municipal por valor da produção extrativa, depois de Estrela de Alagoas e Palmeira dos Índios aparecem Inhapi, com R$ 448 mil; Água Branca, com R$ 430 mil; e Mata Grande, com R$ 332 mil.

No conjunto do estado, os produtos alimentícios somaram R$ 5,34 milhões, equivalentes a 63,8% do valor da extração vegetal. Entre os produtos identificados individualmente pela pesquisa, os maiores valores foram os do umbu (R$ 1,65 milhão), da castanha-de-caju (R$ 1,25 milhão) e do licuri (R$ 814 mil).

Valor da produção florestal cai em Alagoas

Considerando a silvicultura e a extração vegetal juntas, o valor da produção florestal em Alagoas foi de R$ 61,40 milhões em 2025, queda de 3,5% em relação aos R$ 63,64 milhões de 2024. O resultado estadual seguiu direção diferente da registrada no Brasil, onde o valor da produção florestal cresceu 6,7% e alcançou R$ 47,9 bilhões.

A silvicultura respondeu por R$ 53,04 milhões do total alagoano, com queda de 5,9% frente a 2024. Ainda assim, Alagoas registrou o quarto maior valor da silvicultura do Nordeste, atrás de Bahia, Maranhão e Piauí. Na região, o valor da atividade caiu 9,9%; no país, cresceu 8,6%.