Economia
Cesta básica sobe 6,76% em Maceió durante o mês de março
Alta de preços acompanha tendência nacional, com maior impacto em itens como feijão
O custo da cesta básica em Maceió registrou aumento de 6,76% no mês de março, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (8).
A pesquisa aponta que todas as capitais do país e o Distrito Federal registraram elevação nos preços, sendo a maior alta em Manaus (7,42%), seguida por Salvador (7,15%) e Recife (6,97%). No acumulado de 2026, a variação nos preços das cestas básicas nas capitais oscilou entre 0,77% em São Luís e 10,93% em Aracaju.
Um dos principais responsáveis pelo aumento em março foi o feijão, com o grão preto subindo nas capitais do Sul e no Rio de Janeiro e Vitória, variando entre 1,68% e 7,17%. O feijão carioca, presente nas demais capitais, teve alta entre 1,86% e 21,48%, impactado por problemas na colheita que reduziram a oferta.
Em termos de valores médios, São Paulo apresentou a cesta básica mais cara do país (R$ 883,94), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 867,97). Entre as capitais do Norte e Nordeste, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).
Com base no valor da cesta mais cara, o Dieese estimou que o salário-mínimo necessário para cobrir despesas básicas deveria ser de R$ 7.425,99, cerca de 4,58 vezes o mínimo atual, que é R$ 1.621,00.
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